Galáxia fora de sincronia é detectada pelo Telescópio Hubble da Nasa; veja
Uma imagem impressionante foi captada pelo Telescópio Espacial Hubble: a galáxia espiral NGC 4698, localizada a cerca de 55 milhões de anos-luz da Terra. A descoberta foi publicada na última sexta-feira (18) pela Nasa.
Apesar de apresentar uma aparência sutil à primeira vista, o objeto astronómico esconde um segredo caótico: ela está fora de sincronia.
A galáxia possui um disco fino composto por estrelas, onde se destacam aglomerados de poeira escura e pequenas estrelas azuis brilhantes. No entanto, ao contrário do padrão habitual nas galáxias espirais, os seus braços não se enrolam até ao centro, formando antes uma estrutura em anel no perímetro externo do disco.
O centro da galáxia é formado por um bojo galáctico alongado, cujo brilho difuso vem de estrelas mais velhas, pequenas e frias. No centro deste núcleo encontra-se um buraco negro supermassivo, com uma massa equivalente a milhões de vezes a do Sol, que continua em crescimento ativo ao atrair gás para o seu interior.

O que explica a falta de sincronia?
Os astrónomos concluíram que a falta de sintonia vem do exterior da galáxia. Ao atrair gás de uma fonte externa, provavelmente durante uma pequena fusão galáctica no passado, evidenciada por uma “cauda” de hidrogénio, a galáxia formou um novo disco de gás e estrelas no seu centro, desalinhado em relação ao resto da estrutura.
A NGC 4698 pertence a constelação Virgem, a intensa concentração de mais de um milhão de galáxias próximas, ligadas pela gravidade. As observações integram um programa de estudo do Aglomerado de Virgem dedicado a compreender de que modo a travessia de uma galáxia por um aglomerado condiciona a sua evolução e a sua capacidade de formar novas estrelas.
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*Sob supervisão