Governo Meloni prepara lei para vetar véu islâmico e burca nas escolas Italianas

20 de Set de 2026 - 13:50
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Governo Meloni prepara lei para vetar véu islâmico e burca nas escolas Italianas

O governo da primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, prepara um novo pacote legislativo voltado para o sistema educacional que prevê a fixação de um limite máximo de estudantes estrangeiros por sala de aula e a proibição explícita do uso de véus islâmicos integrais, como o niqab e a burca, no ambiente escolar.

As diretrizes foram antecipadas pela premiê durante evento político neste fim de semana, como parte de sua estratégia para conter a formação de guetos culturais e assegurar a soberania dos valores e tradições do país.

Ao justificar a necessidade de impor um teto de matriculados estrangeiros por turma, Meloni argumentou que a concentração desproporcional de imigrantes inviabiliza o aprendizado da língua italiana e prejudica o padrão pedagógico geral.

Para o governo da Itália, a medida é indispensável para promover a verdadeira integração entre os alunos, que depende do domínio da língua e da assimilação das regras cívicas locais, evitando que as salas de aula se tornem bolsões de isolamento linguístico e social.

A premiê também adotou tom contundente em relação à presença de vestimentas religiosas que cobrem integralmente o rosto feminino no ambiente de ensino. Meloni ressaltou que a liberdade e a dignidade das mulheres não podem ser relativizadas em nome do multiculturalismo.

“Na escola se vai de rosto descoberto. Ninguém pode decidir, em nome de uma tradição verdadeira ou presumida, que uma jovem mulher deva se cobrir e anular a sua identidade”, declarou a líder do partido conservador Irmãos da Itália (Fratelli d'Italia).

Reação à guetização e defesa das liberdades ocidentais

A iniciativa reforça a agenda do governo conservador italiano de enfrentamento ao fundamentalismo islâmico e de resguardo dos princípios fundamentais das democracias ocidentais, entre os quais a igualdade jurídica e a segurança pública.

Os debates anteriores no Parlamento já contemplavam sanções financeiras severas para o uso de coberturas faciais em prédios públicos e estabelecimentos de ensino, argumento que a coalizão de centro-direita volta a colocar no centro do debate nacional.

Para membros do governo, permitir a ocultação do rosto ou a criação de salas de aula predominantemente formadas por não falantes do idioma oficial atenta contra o propósito formador da escola pública e corrói a coesão social da Itália.

O texto formal do projeto de lei deve ser submetido ao Conselho de Ministros nas próximas semanas antes de seguir para a tramitação nas duas casas do Parlamento italiano, onde o bloco governista detém maioria.