Helicóptero que levava Rick voava em espaço aéreo não controlado, diz FAB

29 de Set de 2026 - 17:00
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Helicóptero que levava Rick voava em espaço aéreo não controlado, diz FAB

A aeronave que transportava o cantor , da dupla com Renner, o empresário e outras três pessoas estavam em um espaço aéreo não controlado quando sofreu o acidente em Urubici, na Serra de Santa Catarina.

A informação consta em uma nota da Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pela apuração das circunstâncias da queda. Ninguém que estava a bordo sobreviveu.

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Relembre

O acidente aconteceu em 21 de setembro, quando o helicóptero Bell 430, de prefixo PP-MGR, seguia de Porto Belo para Criciúma. A previsão era que o pouso ocorresse às 11h24, mas a aeronave continuou o deslocamento e teve o último sinal registrado às 11h34.

Conforme os dados apresentados pela FAB, a queda ocorreu cerca de um minuto depois, às 11h35, em uma região de mata de Urubici.

Outro elemento analisado pelas autoridades são as condições encontradas na região no momento do acidente. Segundo a FAB, havia chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade provocada pela elevada nebulosidade na área serrana. A investigação segue em andamento para esclarecer o que levou à queda.

Entenda o termo

A classificação do local como espaço aéreo não controlado não significa que o voo estivesse proibido.

De acordo com o coronel aviador da FAB Silvio Monteiro Júnior, existem diferentes categorias de espaço aéreo e, em determinadas áreas, o piloto não precisa estabelecer comunicação com órgãos responsáveis pelo controle de tráfego.

“Como esses espaços aéreos não são controlados, não é exigido que a aeronave faça contato com algum órgão de controle do espaço aéreo. Mas, então como ele vai saber sobre meteorologia, informações sobre o aeródromo de destino e todas as demais informações que afetam seu voo? Através do Serviço de Informação de Voo”, explica o coronel ao g1.

No caso do trajeto realizado pelo helicóptero, as informações relacionadas ao voo eram disponibilizadas pelo Serviço de Curitiba, que funciona no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II).

A FAB esclareceu ainda que, apesar do cenário meteorológico registrado naquele momento, não havia uma determinação que impedisse a aeronave de sobrevoar aquela região. “não havia uma proibição que aquela aeronave voasse naquela região naquele momento”, afirmou o especialista.

Além de Rick e Bruno Avelar, estavam no helicóptero o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. Os cinco morreram na queda.