“Influencer do Banco Master”, Gabriela Prioli revela voto em Lula
A advogada e apresentadora Gabriela Prioli é mais uma das celebridades que sinalizaram apoio à reeleição de Lula (PT). Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela criticou o bolsonarismo e pediu “mais amor e menos ódio”. Mas o apelo ao afeto, vale lembrar, vem de quem também saiu em defesa do Banco Master.
Associada aos chamados “influencers do Master” — criadores de conteúdo contratados para defender os interesses do banco nas redes —, Prioli é citada em mensagens do marketing da instituição sobre um contrato de 12 meses para produzir publicações favoráveis à empresa de Daniel Vorcaro.
Sem citar nomes
Conhecida por debates na televisão em que criticava o bolsonarismo e pela venda de cursos sobre política, Gabriela Prioli listou em seu vídeo os valores que orientam sua escolha eleitoral. Ela elogiou a saída do Brasil do mapa da fome e defendeu a presença do Estado na saúde, educação e moradia.
Também falou de liberdade religiosa e de famílias em diferentes configurações, desde que tenham amor e respeito. “Me fazem muito mal os discursos agressivos, violentos, que ofendem”, afirmou.
Sem citar nomes, Prioli atribuiu a um grupo político a transformação do adversário em inimigo. Também acusou esse movimento de questionar as urnas sem provas de fraude e tentar impedir que o resultado escolhido pelos eleitores prevalecesse.
Lula não foi mencionado, mas Prioli deixou sua preferência subentendida. Ao falar da escolha que fará nas urnas, perguntou: “E não é curioso que assistindo a esse vídeo você já saiba qual ela é?”.
Antes da prisão
Em abril de 2025, quando a compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) já levantava desconfiança, Prioli gravou um vídeo em defesa da instituição de Daniel Vorcaro. Na mensagem, ela afirmava que colocar em dúvida a confiabilidade do Master poderia ajudar interessados a comprar seus ativos mais barato.
Meses depois, o banco foi liquidado e Vorcaro foi preso na Operação Compliance Zero. Prioli nega ter feito contrato diretamente com o Master e afirma não ter recebido dinheiro para produzir conteúdos em defesa de qualquer banco.