Trump compartilha post com críticas à vencedora do Nobel da Paz, que ironiza: “Talvez eu divida com ele”

9 de Out de 2026 - 11:40
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Trump compartilha post com críticas à vencedora do Nobel da Paz, que ironiza: “Talvez eu divida com ele”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou na rede Truth Social um post com críticas à jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay, vencedora do Nobel da Paz de 2026, enquanto esta ironizou o desejo do mandatário americano de ganhar o prêmio.

Mais cedo nesta sexta-feira (9), o comitê norueguês do Nobel da Paz afirmou que Pillay, de 85 anos, foi reconhecida “por seus esforços na promoção da paz e do direito internacional”.

Trump compartilhou na sua rede social um post de David Schoen, um dos seus advogados, com críticas à jurista e alegando que o presidente americano deveria ter recebido o prêmio.

“Hoje, o Comitê do Nobel manchou irremediavelmente a própria reputação e desvalorizou o outrora grandioso Prêmio Nobel da Paz ao concedê-lo a Navi Pillay, da ONU. Pillay nutre um ódio declarado pelos Estados Unidos e por Israel. Em sua função, ela exaltou terroristas e recompensou o [grupo terrorista] Hamas. Ela conduziu uma ‘investigação’ de fachada, alegando ter constatado que Israel cometeu genocídio e defendendo o indiciamento do país”, escreveu o advogado.

“O presidente Trump nos proporcionou os Acordos de Abraão — algo que o mundo dizia ser impossível — e agora está expandindo essa iniciativa! Ele trouxe os reféns [do Hamas] de volta para casa quando tudo parecia perdido! Ele se empenha ao máximo para acabar com a guerra entre Rússia e Ucrânia e para conter o Irã — o maior patrocinador do terrorismo internacional —, além de tentar reconstruir Gaza, apesar das tentativas incessantes dos terroristas de controlar a região. A lista é longa. São essas as iniciativas que o Prêmio Nobel da Paz deveria reconhecer e recompensar!”, acrescentou Schoen.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais pela secretária-geral da Anistia Internacional, Agnes Callamard, Pillay apareceu entrando em um salão durante uma conferência acadêmica e jurídica no tribunal de Nuremberg, na Alemanha, e recebendo aplausos após o anúncio de que havia ganhado o Nobel.

“Se aplaudirem um pouco mais, talvez eu divida este prêmio com Trump”, ironizou a jurista, numa possível alfinetada à líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, que entregou em janeiro sua medalha do Nobel da Paz de 2025 para Trump, que, assim como neste ano, esperava receber a honraria.

O governo de Israel também criticou a entrega do Nobel a Pillay, alegando que Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda na Alemanha nazista, “certamente está aplaudindo do inferno”.

A jurista presidiu a Comissão Internacional de Inquérito Independente da ONU sobre os Territórios Palestinos Ocupados, que em 2025 acusou Israel de cometer genocídio na guerra na Faixa de Gaza.

Na ocasião, Pillay declarou: “Ficou claro que existe a intenção de destruir os palestinos em Gaza por meio de atos que preenchem os critérios estabelecidos na Convenção sobre Genocídio”.