Larissa Manoela: retirar focos de endometriose aumenta as chances de engravidar?
Após passar por uma cirurgia para tratamento da endometriose mais cedo neste ano, a atriz Larissa Manoela revelou em entrevista que pretende ter dois filhos com o marido, André Luiz Frambach.
Aos 25 anos, Larissa Manoela chamou atenção dos fãs em junho ao aparecer com a barriga inchada em algumas fotos.
Depois de especulações sobre uma possível gravidez, ela explicou que, na verdade, tinha se submetido à cirurgia para remoção de “focos de endometriose”. Recuperada do procedimento, ela pretende ir em busca da sonhada gestação.
Entenda melhor como a operação pode favorecer a gravidez.
Quando a cirurgia pode ajudar a engravidar
A endometriose é caracterizada pelo crescimento excessivo do endométrio, tecido que reveste o útero, podendo atingir áreas vizinhas. Além de dolorosa, ela pode afetar a fertilidade, embora haja discussão na ciência sobre o mecanismo exato que gera a dificuldade de engravidar.
Hipóteses incluem aderências e distorções na anatomia pélvica que podem atrapalhar a ovulação, além de processos inflamatórios que prejudicam a fecundação e eventual implantação do embrião.
A cirurgia pode ajudar em situações como a descrita no caso de Larissa Manoela, em que há “focos” de endometriose, aderências e cistos conhecidos como endometriomas. O procedimento tende a melhorar as chances de uma gestação quando é realizado em mulheres mais jovens, como a atriz.
Cirurgia nem sempre aumenta chance de gravidez
Apesar de trazer benefícios em algumas situações, a cirurgia não aumenta significativamente as chances de gestar em todos os cenários. Não há evidências robustas de que ela mude o cenário em casos de endometriose profunda, por exemplo.
Em alguns contextos, a intervenção pode até mesmo reduzir as chances de uma gravidez: isso ocorre se os cistos e áreas a serem removidas estão localizados em áreas que podem afetar a reserva ovariana da mulher.
Quando esse risco é percebido como alto e a pessoa deseja ter filhos, pode ser mais indicado adiar a cirurgia e recorrer a técnicas de reprodução assistida.
O benefício observado pela operação depende do estágio e tipo da lesão, além de outras questões individuais, como a reserva ovariana já existente e a idade.
A indicação cirúrgica ainda pode ocorrer por outras questões, mas, se a ideia é realizá-la principalmente com o objetivo de engravidar, médico e paciente devem analisar as opções disponíveis e as características do quadro antes de partir para o procedimento.
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