Quem não pode tomar Mounjaro? Saiba as contraindicações

6 de Nov de 2026 - 14:00
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Quem não pode tomar Mounjaro? Saiba as contraindicações

Canetas emagrecedoras à base de tirzepatida, como o Mounjaro, tornaram-se as queridinhas de quem busca perder peso rapidamente, com benefícios que não se limitam à balança: novas evidências vêm demonstrando que, além do já consagrado uso no tratamento do diabetes tipo 2, ela pode trazer alívio para outras questões de saúde associadas, como a apneia obstrutiva do sono.

Mas, apesar de ter poucas contraindicações, o Mounjaro não deve ser utilizado por algumas pessoas – e, mesmo nos casos em que há liberação médica, pode exigir uma cautela extra.

Saiba mais sobre esses casos e veja se você se enquadra neles.

Contraindicações absolutas

Formalmente, há poucas contraindicações absolutas descritas em bula, que impedem o uso do medicamento em qualquer cenário:

Hipersensibilidade grave à tirzepatida ou seus componentes

A recomendação se refere a reações alérgicas exacerbadas, com riscos de complicações potencialmente fatais como anfilaxia e angioedema.

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Histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide (CMT) ou em pacientes com neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (NEM 2)

Esse alerta vem de estudos em animais: a tirzepatida foi associada a um aumento da incidência de tumores de células T da tireoide (adenomas e carcinomas) em ratos, após um acompanhamento de dois anos.

Não se sabe se ela produz esse efeito em seres humanos, mas os achados pré-clínicos embasam essa contraindicação em bula, que também se aplica a outros agonistas de GLP-1.

Doença gastrointestinal grave

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A bula do Mounjaro destaca que ele não foi estudado em pacientes com doença gastrointestinal grave, o que inclui gastroparesia grave, não sendo recomendado para esses pacientes.

O motivo seria o atraso do esvaziamento gástrico típico do remédio, que pode prejudicar ainda mais essas condições.

Durante a gestação (o uso é possível apenas para diabetes)

A tirzepatida não deve ser utilizada para redução de peso ou para tratar a apneia obstrutiva do sono durante a gravidez.

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Ela pode ser empregada apenas para o tratamento do diabetes tipo 2, sempre que o médico entender que o benefício potencial justificar o risco potencial ao feto.

Outros pontos de cuidado

Os casos abaixo requerem avaliação e acompanhamento médico individualizado, com recomendação de cautela no uso. Embora eles não representem contraindicações absolutas, a resposta de cada paciente pode diferenciar e exigir uma interrupção do tratamento, conforme o caso.

Condições e situações que exigem cautela

  • Histórico de pancreatite
  • Insuficiência renal ou hepática
  • Retinopatia diabética
  • Doença de vesícula biliar (colelitíase e colecistite)
  • Uso combinado a medicamentos como insulina ou sulfonilureia, que podem aumentar o risco de hipoglicemia
  • Ideação suicida
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Lactantes

Sempre com acompanhamento médico, o uso criterioso pode ocorrer desde que se entenda que o benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para o lactente.

A tirzepatida é uma sequência de aminoácidos e, segundo a bula, “é esperado que qualquer quantidade baixa no leite materno seja degradada e, portanto, não absorvida oralmente como medicamento intacto pelo lactente”.

Crianças e adolescentes

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A tirzepatida pode ser utilizada para o tratamento do diabetes tipo 2 a partir dos 10 anos. Não há segurança e eficácia estabelecida abaixo dessa idade. Para os outros usos (obesidade e apneia), esse medicamento só deve ser administrado a partir dos 18 anos.

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