“Não há espaço para violência”, diz Macron em meio a protestos na França
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que “não há espaço para a violência em nossa república”, em resposta às manifestações que acontecem no país neste sábado (17).
Em publicação na rede social X, Macron afirmou que as pessoas que atacaram ou danificaram prefeituras e estabelecimentos comerciais serão “processadas e punidas”.
O presidente francês também disse que o país deve permanecer unido “contra os semeadores do caos, que buscam apenas derrubar instituições” e “impedem que aqueles que expressam pacificamente suas reivindicações possam fazê-lo”.
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Aucune place pour la violence dans notre République. Ceux qui ont cassé, attaqué les préfectures comme les commerces, pillé jusqu’à nos mairies, seront poursuivis et punis. Aux forces de l’ordre, garantes du droit à manifester, je dis le soutien de la Nation. Nous ferons tous bloc face aux semeurs de chaos, qui ne cherchent qu’à abattre nos institutions et empêchent ceux qui expriment pacifiquement leurs revendications de le faire.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 17, 2026
Mais cedo, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, disse que “ninguém vai impor agenda política por meio da violência”.
“Manifestações pacíficas têm seu lugar legítimo em nossa República. Incêndios criminosos, saques e ataques, não”, escreveu ele em uma publicação no X, acusando “grupos de extrema-esquerda” de orquestrar a “violência em várias cidades francesas”.
“Em um momento em que alguns tentam desacreditar nossas forças de segurança, quero dizer ao povo francês que ele pode se orgulhar de seus policiais e gendarmes. Eles enfrentaram violência de extrema intensidade para proteger nossos concidadãos e merecem nosso total apoio”, continuou.
Mais de 272 pessoas foram detidas em toda a França durante manifestações realizadas por diversas partes do país neste sábado, incluindo as cidades de Paris, Marselha, Toulouse, Angers e Lyon, informou o ministério do Interior francês.
Policiais utilizaram gás lacrimogêneo em várias cidades durante confrontos com manifestantes, e um posto de atendimento ao turista foi incendiado. Dezenas de milhares de estudantes, sindicalistas e outros grupos participam de uma marcha em Paris.
A Prefeitura de Polícia de Paris — órgão que supervisiona a força policial parisiense, os serviços de emergência e diversos outros departamentos administrativos — defendeu a atuação de seus agentes e criticou manifestantes “hostis”.
“Não recuamos diante de vândalos e daqueles que vieram para atacar as forças da ordem”, afirmou a instituição em uma publicação na rede social X.
“Na #République, policiais estão sendo confrontados por indivíduos hostis, determinados a praticar atos de violência. “Eles mantêm suas posições com coragem e profissionalismo”, acrescentou.
Em uma publicação posterior, o órgão compartilhou imagens de manifestantes encapuzados e mascarados que parecem lançar projéteis, portar armas e quebrar tijolos nas calçadas.
“Indivíduos hostis estão presentes na Place de la #République”, dizia a legenda que acompanhava o vídeo, acrescentando: “Será que vieram para protestar?”
(Com informações de Elina Baudier Kim e Catherine Nicholls, da CNN)
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