Padre Gabriele Amorth é lembrado 10 anos após sua morte
Por Antonio Tarallo
Por Catholic News Agency
18/09/2026 às 14:06
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Uma conferência marcando o 10º aniversário da morte do padre Gabriele Amorth ofereceu um retrato menos conhecido do célebre exorcista, destacando sua humanidade, espiritualidade e dom para comunicar a fé.
Uma grande audiência se reuniu em 16 de setembro na Basílica de Santa Maria Rainha dos Apóstolos, em Roma, para a conferência intitulada "Padre Gabriele Amorth: O Legado Vivo para a Igreja e Nosso Tempo".
Amorth morreu em Roma em 16 de setembro de 2016. A revista católica italiana Famiglia Cristiana, a Sociedade de São Paulo e a Associação Internacional de Exorcistas organizaram o evento em sua memória.
Entre os palestrantes estavam o padre Francesco Bamonte, vice-presidente da Associação Internacional de Exorcistas; o padre Marcello Lanza, exorcista da Diocese de Acerra e estudioso da vida de Amorth; o padre Aldo Buonaiuto, exorcista e coordenador do serviço anti-seitas da Comunidade Papa João XXIII; e o padre Stefano Stimamiglio, diretor da Famiglia Cristiana. Annachiara Valle, correspondente do Vaticano da Famiglia Cristiana, moderou a discussão.
Os palestrantes retrataram Amorth como um sacerdote que dedicou sua vida ao ministério do exorcismo, mas cujo pensamento e exemplo também lançaram luz sobre dimensões mais amplas da espiritualidade e da fé. A conferência explorou não apenas seu ministério, mas também sua profunda humanidade e uma espiritualidade que se aproximava do misticismo.
Bamonte revisou as principais etapas da vida e do ministério de Amorth. O cardeal Ugo Poletti nomeou o sacerdote paulino exorcista da Diocese de Roma em 1985. Amorth foi treinado pelo venerável padre Candido Amantini, sacerdote passionista e renomado exorcista da Scala Santa de Roma.
A dedicação de Amorth ao ministério o levou a estabelecer a Associação Internacional de Exorcistas em 1994. Ele serviu como seu presidente até 2000.
A formação era particularmente importante para Amorth. Ele procurou fornecer critérios teológicos firmes e evitar que o sofrimento e a vulnerabilidade das pessoas fossem explorados por meio de práticas ocultas. Bamonte também enfatizou a atenção de Amorth àqueles que sofriam e sua compreensão do exorcismo como um "ato de caridade".
Lanza examinou a relação entre teologia, misticismo e discernimento espiritual na vida e no ministério de Amorth.
Buonaiuto traçou um paralelo entre Amorth e o padre Oreste Benzi, fundador da Comunidade Papa João XXIII. Ele os descreveu como dois sacerdotes que "certamente não conheciam a diplomacia" e que abordavam diretamente a questão mais próxima de seus corações: o sofrimento dos outros.
Stimamiglio concentrou-se na capacidade de Amorth de se comunicar de forma simples e sem linguagem técnica. Amorth não rejeitava o jornalismo, mas acreditava que ele deveria ser o mais claro possível e permanecer próximo da verdade — uma abordagem inspirada pelo beato Tiago Alberione, fundador da Sociedade de São Paulo — e, em última análise, apontar para a verdade do Evangelho e de Cristo.
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