Pedro Emanuel mostra confiança no Vasco e vê inexperiência de Saldivia em expulsão: "Nos custou caro"

1 de Nov de 2026 - 20:00
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Pedro Emanuel mostra confiança no Vasco e vê inexperiência de Saldivia em expulsão: "Nos custou caro"

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Derrota por 1 a 0 mantém a eliminatória aberta para o jogo de volta no Rio de Janeiro

Palmeiras 1 x 0 Vasco | Melhores momentos | Ida da semifinal | Copa do Brasil 2026

O técnico Pedro Emanuel fez questão de mostrar confiança em seus comandados logo após a derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, neste domingo, fora de casa, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. O treinador exaltou a torcida e a reação da equipe mesmo depois de sair atrás e ter dificuldades na primeira etapa.

— Ver nossa torcida presente hoje e empurrar a gente é porque confia. Assim como nós confiamos. Respeitamos o que é o Palmeiras, mas estamos dentro do jogo. Estamos no intervalo perdendo por a 1 a 0, mas dentro do jogo. Sabíamos que o Palmeiras dentro de casa é muito forte e empurra as equipes para trás. Precisávamos ser agressivos nos duelos e ganhar primeiras e segundas bolas. No primeiro tempo não fomos isso. No meio começamos a equilibrar, mas nos primeiros trinta minutos recusamos a responsabilidade do jogo. — afirmou.

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O jogo acabou marcado por polêmicas de arbitragem no segundo tempo. em um toque de mão do zagueiro Alexander Barboza dentro da área. Outra bronca foi com a expulsão de Saldivia, que levou o segundo cartão amarelo ao matar um contra-ataque puxado por Vitor Roque. Para o técnico, faltou casca para o zagueiro.

— Sabe do que chamo isso? Inexperiência. Não estamos habituados de lidar com esse tipo de momento. Juventude. São jogadores de 23, 24 anos, que passaram poucas vezes por isso. Os jogadores estão vivendo situação de pressão e tensão. Em La Bombonera aconteceu com o Andrés. Hoje, com o Saldivia. A situação do Saldivia foi diferente, com dois amarelos. Um dos lances acredito que não seja para amarelo, mas o árbitro decidiu. Quando estamos com um amarelo, não podemos arriscar tanto nem ser displicente. Nos custou caro, mais a ele, que vai ficar fora. Isso faz as equipes crescerem e os jogadores amadurecerem. Só estando lá, cometendo e corrigindo, eles vão crescer — analisou o técnico.

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O contará com a força de São Januário para reverter o placar e buscar a vaga na final da Copa do Brasil pelo segundo ano seguido. A bola rola no domingo, às 17h (de Brasília), com transmissão da Globo. Os vascaínos precisam de uma vitória por dois ou mais gols de diferença para garantir a vaga. Margem mínima leva a decisão para os pênaltis. Qualquer outro placar dá a vaga ao Palmeiras. Veja outras respostas de Pedro Emanuel:

Falta de eficácia do ataque

— É natural que nos incomode (falta de eficácia no ataque) principalmente contra equipes deste nível. Estamos falando de um nível top. Estamos falando de uma equipe que está na final da Libertadores e disputa o Brasileiro. Obviamente está entre as duas melhores equipes do Brasileiro, com um elenco de muita qualidade. Sabíamos que iríamos jogar também com a melhor defesa do campeonato e que, nas oportunidade que tivéssemos, precisávamos marcar.

— Me recordo que mesmo não fazendo um primeiro tempo fantástico, tivemos duas situações que, melhor definidas pelo Lescano, poderiam ter feito. Isso ajudaria a ganhar um pouco mais de confiança. Eficácia faz diferença em jogo de grande competição. Não vou esconder. Temos trabalhado, os jogadores estão conscientes e fazem o melhor. Por vezes, na ansiedade de querer fazer bem acontece que não se execute bem. Aconteceu isso. A ansiedade de chegar depressa ao gol não é a melhor forma de concretizar as oportunidades que criamos, nos dois tempos.

— Fiquei satisfeito com o espírito. É preciso ter uma mentalidade muito forte, que está sendo construída no Palmeiras há seis anos. Tenho que dar parabéns ao Abel que construiu essa capacidade mística num clube de vitória. Isso se constrói ao longo do tempo, com elenco. Estamos no início do processo. Queremos terminar bem o campeonato e dar o nosso máximo na volta em São Januário diante da nossa torcida.

Faltou malandragem?

— Sim, também pode chamar como quiser. Para mim, chama-se falta de agressividade. E no momento em que vamos para um duelo, o adversário não pode passar por nós, principalmente na zona defensiva. Se vamos para ganhar a bola ou para fazer falta. Se não temos capacidade para fazer, é porque não fizemos bem o nosso trabalho. É tão simples quanto isso. Chama-se agressividade defensiva, tal qual temos que ter agressividade ofensiva, de chegar como chegamos no segundo tempo mais vezes à área do adversário e acreditar que vamos atacar a baliza para fazer gol.

— Agressividade é aspecto fundamental de qualquer equipe ou jogador, e no primeiro tempo não fomos tão agressivos como tínhamos que ser. O Palmeiras foi melhor, temos que aceitar isso e trabalhar para melhorar isso. As faltas táticas, eu não ia falar sobre arbitragem, mas acho que algumas delas passaram para aquilo que é além, são faltas disciplinares.

— Por isso deixo para vossa avaliação. Quando começa a fazer faltas de uma forma diferente da tática, começa a condicionar o jogo, a dar confiança ao adversário para fazer aquilo que quer, e a nós de termos dificuldade em jogar porque o adversário está permanentemente bloqueando as nossas saídas.

— Nisso, acho que o árbitro tem que ser mais interveniente, ter mais capacidade de decisão de perceber quando o adversário faz falta se tem ou não hipótese de jogar a bola. O que me pareceu é que não foi muito igual para as duas equipes. Mas não acho que o árbitro tenha feito um mau resultado. Eu ando no futebol há muitos anos e sei quando um árbitro gosta de gerir o jogo, e o árbitro hoje teve essa capacidade de gerir o jogo da forma como ele quis.

Ausência de Puma

— Sabíamos que iríamos jogar contra as duas melhores equipes nesses últimos dois jogos. A forma como nós jogamos, é importante ter rotatividade e rotação nos jogadores que entraram. Hoje troquei o Piton não porque estivesse jogando mal, mas estava condicionado com o amarelo e precisávamos ter profundidade na segunda parte, com algum risco na forma de jogar. E precisávamos de laterais como o PH, que tivesse capacidade de aceleração.

— O Piton, menos, em relação ao que eu esperava, mas conseguiu fazer em alguns momentos. No jogo anterior, foi exatamente a mesma coisa que pensamos. Era um jogo mais indicado para o Puma porque o lateral-esquerdo do Flamengo não dá muita profundidade, é quase um terceiro zagueiro. Isso nos permitiu usar melhor o Puma. Analisamos os adversário, e temos jogadores que podem combinar melhor com os nossos planos. Juntando isso ao desgaste físico e mental. Por vezes, um jogador demora mais tempo para se recuperar do que outro. Isso que vamos analisar nos próximos dias porque ainda temos muita coisa importante para conquistar e queremos todos prontos.

Pedro Emanuel em Palmeiras x Vasco — Foto: Marcos Ribolli

Lescano e planejamento

— Eu acho que respondo com a sua pergunta. Sem dúvida, o Lescano tem sido a influência que esperávamos que ele fosse, está assumindo o nosso jogo com a bola e está tendo capacidade de trabalho. O último jogo do Lescano foi o melhor em termos de desempenho físico, fez uma exibição soberba, tanto em nível técnico quanto físico, e isso pesa tendo dois, três dias. Ele quer estar sempre na equipe, quer ajudar. Tem uma mentalidade que eu gosto. Mas, sem dúvida, não foi pelo amarelo em si, foi por um desgaste num gramado que não estamos acostumados a jogar, que provoca muito desgaste, e ele estava perdendo um pouco do gás, demorando um pouco mais nas decisões, olhando muito para frente, estava tendo mais dificuldades no raciocínio, isso revela cansaço e temos frescura no banco, gente que também quer ajudar e tem que dar oportunidades para continuar no nível que estamos.

— Uma pena que, quando colocamos um pouco mais de frescor na equipe, ficamos com menos um. Estávamos nervosos com tudo o que estava acontecendo no jogo e acho que faz parte dos grandes jogos. Temos que saber lidar com isso; é difícil, mas temos que aprender com essas situações. Viver o momento da semifinal, crescermos como equipe, como jogadores e eu como treinador também. Foi neste contexto que fomos escalando para esses dois jogos, e os próximos dois jogos vão ser no mesmo intuito.

— Nossa forma de jogar é muito intensa e desgasta muito. Desde o atacante, que é o nosso primeiro homem que pressiona quando não estamos com a bola, o homem que faz movimentos para nos dar profundidade, apoio, até o nosso goleiro, que muitas vezes tem que ser o nosso início de construção. Isso desgasta muito o nível físico, mas também o mental. Mais do que palavras, eu tenho que mostrar aos jogadores que eles estão preparados para jogar. Muitas das alterações que faço são em termos técnicos e em termos táticos para o adversário que vamos ter. Fiz isso na quinta-feira e agora tínhamos pouco tempo. E agora, na próxima quarta, vamos ter que pensar bem, já começamos a ter alguns baleados e, felizmente, estamos recuperando outros, e isso faz parte de uma equipe competitiva.

Escolha por Adson

— De fato, isso pesou a forma como nós estruturamos a escalação (falta de um jogador mais agudo). O Marino entrou, mas não estava perfeitamente em condições. Não foi por isso (parte física), foi uma questão tática minha. Precisávamos muito do Adson, que tem uma melhor interpretação do momento defensivo, de saltar na pressão, flutuar e ser mais agudo.

— Menos técnico e menos potente do que o Marino, mas o Marino, como o Andrés (Gómez), como não estava em condições... Ele pediu para vir, e tenho que dar oportunidade de poder mostrar. Mas de fato ele revelou que estava condicionado, ainda bem que optei pelo Adson na escolha do 11 inicial. Isso faz parte do que são características do jogo e necessidade que temos para cada partida. Agora recuperar bem esses rapazes, que têm trabalho muito. Não tivemos o resultado que esperávamos, porque viemos à procura de marcar também, mas deixamos tudo em aberto para São Januário.

Expulsão de Saldivia

— Sabe do que chamo isso? Inexperiência. Não estamos habituados de lidar com esse tipo de momento. Juventude. São jogadores de 23, 24 anos, que passaram poucas vezes por isso. Os jogadores estão vivendo situação de pressão e tensão. Em La Bombonera aconteceu com o Andrés, hoje, com o Saldivia. A situação do Saldivia foi diferente, com dois amarelos. Um dos lances acredito que não seja para amarelo, mas o árbitro decidiu.

— Quando estamos com um amarelo, não podemos arriscar tanto nem ser displicente. Isso tem muito a ver com o momento do jogo, estávamos confiantes. O lance do Saldivia foi muito pragmático em relação o estado anímico da equipe. Estávamos confiantes, chegando perto do gol, e o Saldivia quis ficar com a bola. Nos custou caro, mais a ele, que vai ficar fora. Isso faz as equipes crescerem e os jogadores amadurecerem. Só estando lá, cometendo e corrigindo, eles vão crescer. Fiquei chateado com ele. E a equipe ficou fragilizada porque jogar com 10 contra um adversário forte, poderia ter nos castigado com mais um gol. Aí que se revela o verdadeiro espírito de guerreiros. Hoje vi uma faixa da torcida "queremos os guerreiros". Queremos ser guerreiros e o final do jogo mostra isso. Mesmo no sacrifício, fomos guerreiros e conseguimos manter a disputa viva. Vamos nos preparar para quarta, que vai ser muito importante.

Situação do Andrés Gómez

— O Andrés tem uma lesão que o departamento médico pode explicar melhor. Mas é uma lesão que tem melhorado bastante. Acredito que estará (no próximo jogo). Não queremos arriscar nada para colocar em risco o final da temporada. Hoje arriscamos um pouco com o Marino, e eu sou o culpado porque o Marino queria muito vir. Por vezes, temos que ouvir o nosso corpo e aceitar a realidade. Acredito que os dois estarão disponíveis na próxima quarta-feira para ir ao jogo se necessário.

Foco no Brasileirão

— Se é possível o não, só o jogo vai dizer. O que eu sei é que temos um sentido de urgência no campeonato, fomos conquistando e fazendo a nossa parte do trabalho, mas sempre disse que essa luta vai ser até o final. Não é por acaso que olhamos para a classificação e há uma troca semanal pós-semana. Começam a faltar menos jogos; naturalmente, nós temos um trunfo que é um jogo a menos no campeonato e, às vezes, as pessoas esquecem disso e colocam o Vasco no mesmo pacote. Temos seis jogos para disputar e sabemos que é prioritário forçar.

— Vamos ter adversários difíceis e estamos num momento decisivo no campeonato, vamos nos desligar e focar. É difícil, hoje e amanhã provavelmente não sei se é possível desligar de tudo que aconteceu no jogo, mas, depois de amanhã, vamos focar. E se tem uma coisa que esse elenco tem me mostrado, é que eles têm um espírito de missão muito grande. Ainda não conquistamos nada, estamos longe do que eu acredito que pode ser o que nós ainda podemos fazer nesses seis jogos que faltam e, por isso mesmo, o foco tem que ser total.

Decepções em casa em mata-mata

— Tenho uma novidade para lhe dar: não vamos jogar no Maracanã, vamos jogar em São Januário. Isso o estado de espírito pode ser diferente. Mas sabemos que jogamos, quer com o Palmeiras ou o Boca nestas semifinais, contra grandes equipes que estão sempre presentes nas disputas das conquistas nestas grandes competições.

— Portanto, sabemos que esses resultados não são fechados, nós não queremos que sejam fechados. Contra o Boca, eles demonstraram isso. Nós conseguimos reequilibrar, estarmos dentro do jogo, da eliminatória novamente, e foi uma pancada forte o que recebemos no final. Mas aqui estamos mais de sobreaviso. Pelo que tenho visto do Palmeiras, é mais forte fora de casa do que em casa, no sentido de preparação estratégica nas eliminatórias. Estamos mais do que avisados e temos o alerta do que passou com o Boca. Acredito que vai ser um jogo completamente diferente e temos capacidade para continuar a disputar a eliminatória. Estamos no intervalo, conscientes da dificuldades que vamos ter.

Sequência no sintético

— Sem dúvida, o gramado ser sintético vai condicionar as escolhas, até porque o desgaste é muito maior. Agora, olhando para aquilo que tem sido o nosso calendário, principalmente no Brasileirão, nós estamos fazendo o que trabalhamos para tentar conquistar. Só uma equipe ambiciosa é que pode olhar para isso com positividade, e estamos olhando com positividade. Com desgaste, sem dúvida, mas acho que é um orgulho enorme.

— Se perguntar para a torcida que esteve aqui hoje mais uma vez em grande número, é porque eles acreditam que somos capazes. Se eles acreditam, nós vamos lutar por eles, trabalhar por eles e conquistar por eles. É lógico que saímos do corpo, como costume dizer, isso é desgastante, mas estamos aqui com mérito, mais ou menos preparados, mas a questão é que conseguimos chegar a esse ponto da temporada com possíveis conquistas. Acho que isso tem a ser motivo de orgulho e também alguma cautela na forma em que fazemos as coisas. Seja eu na forma em que escalo a equipe, seja vocês na forma como tratam esse tipo de competição. Ainda não estamos no momento de conquistar tudo, mas o Vasco está indo nesse caminho, está com a mentalidade certa e agora é dar tempo ao tempo.

Preparação para a virada

— Não muda grande coisa. Porque não temos que ganhar em São Januário no minuto 5 ou no 15. Temos que tentar estar dentro da disputa, como conseguimos fazer contra o Boca. Tivemos que fazer uma virada porque estávamos perdendo por 2 a 0 e estávamos completamente fora. Não conseguimos, mas pelo menos igualamos a eliminatória. Sabemos que um gol vai igualar a eliminatória.

— Sabemos que é difícil não sofrer gol do Palmeiras e por isso mesmo temos que marcar. A preparação é essa. Hoje, tivemos 100 minutos de jogo, é muito tempo. Também temos noção que São Januário, com a nossa torcida, pode ser uma grande força para tentar essa virada. Respeitamos o adversário, de peso, muito habituado e vai ser difícil. No futebol há algo que acredito muito: "não existe impossíveis". Temos que acreditar em nós e no que podemos fazer. A torcida que veio aqui, neste número, e no final canta da forma que cantou e incentivou, é porque acredita como nós acreditamos.

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