RJ: homem é preso por usar nome do MP para cobrar R$ 100 mil de empresários

28 de Set de 2026 - 12:50
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RJ: homem é preso por usar nome do MP para cobrar R$ 100 mil de empresários

Um homem identificado como Ricardo Nunes Ramos, conhecido pelo apelido de “Puruca”, foi preso pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) na manhã desta segunda-feira (28/9) sob suspeita de usar o nome do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e da PCERJ para extorquir empresários e exigir mais de R$ 100 mil para “livrá-los” de falsas investigações.

Segundo a investigação, o homem integrava um esquema de extorsão contra donos de estabelecimentos comerciais localizados na Zona Oeste do Rio. Com o apoio de um advogado, ele teria fingido agir em nome da Polícia Civil e do Ministério Público. Aos empresários, o advogado teria dito que seus nomes apareciam em uma suposta “lista de alvos” de investigações da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e exigia dinheiro sob a promessa de “resolver a situação” e evitar o avanço da apuração.

A informou que Ricardo chegou a exigir mais de R$ 100 mil de diferentes pessoas. Até o momento, duas vítimas foram identificadas, e ficou comprovado que cada uma teria transferido R$ 22 mil ao suspeito. Em um dos casos, a vítima chegou a contrair um empréstimo bancário para conseguir pagar o valor exigido, diante do temor de ser envolvida em uma investigação criminal inexistente.

O papel do advogado consistia em procurar as vítimas após as extorsões e dar aparência de legalidade aos pagamentos.

Ele também teria pressionado os empresários a mentir em seus depoimentos à Polícia Civil, orientando-os a afirmar que os valores entregues ao criminoso seriam simples “empréstimos”. Contra ele, foram cumpridas medidas cautelares diversas da prisão, como a proibição de atuar em processos criminais, manter contato com “Puruca” e comparecer aos estabelecimentos comerciais das vítimas.

Durante a operação, “Puruca” tentou fugir dos policiais civis, mas acabou preso em uma oficina mecânica.

A Polícia Civil informou que a investigação continua para identificar outras vítimas, já que há indícios de que o mesmo método tenha sido utilizado contra outros comerciantes da região.