Senegal reprime população LGBTQIA+ com prisões e testes forçados de HIV

15 de Out de 2026 - 09:20
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Senegal reprime população LGBTQIA+ com prisões e testes forçados de HIV

Segundo o relatório da Human Rights Watch (HRW), divulgado na segunda-feira (12/10), o Senegal intensificou a repressão contra pessoas LGBTQIA+, com prissões em massa, violação de direitos e denúncia de testes de HIV realizados sem consentimento.Pelo menos 212 pessoas foram detidas entre fevereiro e julho de 2026. Leia também EsportesRecurso de Senegal por título da Copa Africana será julgado em outubro MundoSenegal promulga lei que dobra pena por relação homoafetiva Em 11 de março de 2026, o Parlamento senegalês alterou o artigo 319 do Código Penal, elevando para até dez anos de prisão a pena para relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo. A legislação também passou a prever penas de até sete anos para pessoas acusadas de promover a homossexualidade ou apoiar e financiar indivíduos e organizações LGBTQIA+.Além disso, segundo o relatório, 82 pessoas foram acusadas de transmissão intencional do vírus HIV. Profissionais da saúde relataram que o medo de identificação tem afastado pessoas dos serviços de testagem e tratamento do HIV, dificultando a prevenção e o acompanhamento médico.“Notamos que algumas pessoas fugiram, enquanto outras estão se escondendo”, disse um médico em Dakar.O relatório entrevistou 39 pessoas pessoas, incluindo pessoas detidas, pessoas da comunidade LGBTQIA+, jornalistas, advogados, profissionais de saúde, representantes da sociedade civil e autoridades.