SIGA: urnas das midterms abrem em 12 estados da Costa Leste nos EUA; eleição é decisiva para Trump
Últimos destaques
Urnas abertas em 12 estados nos EUA
As urnas das midterms abriram em mais três estados dos EUA às 8h30, no horário de Brasília:
- Carolina do Norte;
- Ohio;
- West Virginia.
No total, 12 estados dos EUA já estão com as urnas abertas.
EUA e Irã ainda estão longe de acordo, mas Catar persiste em mediação
O Irã e os Estados Unidos continuam longe de um acordo para pôr fim à guerra. As informações são de um funcionário do alto escalão do Irã à agência de notícias Reuters nesta terça-feira (3). Mesmo assim, autoridades do Catar afirmam que os esforços diplomáticos continuam para evitar o retorno a um grande conflito após as eleições de meio de mandato nos EUA.
Segundo um comunicado emitido pelo Catar, houve avanços nas negociações com ambos os lados e os esforços para reduzir as divergências continuam.
Durante a noite, os EUA realizaram ataques "defensivos" na ilha iraniana de Qeshm . Um oficial americano afirmou que os ataques visaram mísseis terra-ar usados contra alvos americanos. Outro oficial disse que os ataques pareceram ser limitados e não sinalizaram a retomada de grandes operações de combate.
Moradores de Manchester, em New Hampshire, nos Estados Unidos, votando nas midterms em 3 de novembro de 2026. (Foto: Reuters)
Abrem as primeiras urnas das midterms
As urnas de Vermont abriram às 7h, no horário de Brasília, desta terça-feira (3), dando início à votação inicial das midterms. O estado fica no nordeste dos EUA.
Cerca de 150 mil habitantes de Vermont já haviam votado antecipadamente.
As urnas no estado norte-americano fecham às 21h, no fuso de Brasília.
'Esquenta' para as midterms 🗳️✍️
Bom dia! Veja aqui as principais matérias que que o g1 preparou para esta terça-feira de midterms, no "esquenta" para o início da votação geral:
- SANDRA COHEN:
À espera de uma derrota, Trump ensaia o papel de 'Sr. Veto'
Para quem passou os 20 meses ignorando o Congresso, o presidente Donald Trump já vislumbra a segunda metade de seu mandato sob uma nova realidade, sem o controle do Legislativo. A maioria das pesquisas aponta que os democratas terão uma vitória na Câmara e boas chances de recuperar o Senado.
A imprensa americana dá conta de que Trump traçou uma estratégia para enfrentar o pior cenário, a partir das eleições desta terça-feira — o que levaria o partido opositor a assumir o controle das duas casas do Congresso e transformá-lo em pato manco, limitando o seu poder.
O presidente antecipou a sua fórmula para governar, caso isso aconteça, e afirmou que não deixará que os democratas "estraguem tudo":
"Acho que vou me tornar o Sr. Veto", disse o presidente ao podcast "Pod Force One", do "New York Post".
Eleitores votam durante a votação antecipada antes das eleições de meio de mandato em Cleveland, Ohio, EUA, 1º de novembro de 2026. (Foto: Shannon Stapleton/Reuters)
Por que as eleições nos EUA são sempre em uma terça-feira de novembro
As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos vão seguir uma tradição do século 19 já conhecida dos norte-americanos: serão em novembro e em uma terça-feira. Neste ano, estão marcadas para esta terça-feira (3).
Uma lei aprovada nos Estados Unidos em 1845 estabeleceu que as eleições presidenciais fossem feitas sempre na primeira terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro. Em 1872, o Congresso aprovou estender a regra às eleições para a Câmara dos Representantes, a partir de 1876. Posteriormente, a disputa pelo Senado também foi incluída.
Naquela época, os eleitores precisavam viajar longas distâncias para comparecer aos centros de votação, sendo que muitos saíam de casa com um dia de antecedência para chegar a tempo.
Os Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, sendo que mais de 50 milhões de americanos já votaram antecipadamente.
Segundo as projeções mais recentes, o Partido Democrata - que faz oposição a Trump - chega à votação como favorito para conquistar a Câmara. Já a disputa para o Senado permanece em aberto, com institutos apontando uma leve vantagem para os democratas.
Suprema Corte rejeita tentativa do governo Trump de desconsiderar quase 20 mil votos da Califórnia
A Suprema Corte se recusou a intervir em um caso envolvendo 20 mil pessoas identificadas pelo governo republicano como prováveis não cidadãos nas listas de eleitores da Califórnia, estado amplamente dominado pelo Partido Democrata.
Na Califórnia, o governo Trump havia pedido à Suprema Corte que os votos contestados fossem separados até que a cidadania dos eleitores pudesse ser verificada. Autoridades do estado, porém, afirmaram que a lista parecia conter muitos erros e que, na prática, a medida poderia impedir eleitores legalmente habilitados de votar.
A Suprema Corte não detalhou os motivos da decisão, como é comum em julgamentos de emergência.
Eleições nos EUA: partidos encerram campanha antes das decisivas midterms
Democratas e republicanos finalizam nesta segunda-feira (2) a campanha com os últimos comícios antes das decisivas eleições de meio de mandato, que podem provocar uma grande mudança no Congresso.
O presidente Donald Trump anunciou um discurso para 14h00 (16h00 de Brasília) no espelho d'água da capital, diante do Memorial Lincoln, que ele ordenou reformar e que se tornou um dos símbolos de seu empenho de iniciar obras para restaurar Washington.