TSE manda Flávio e aliados apagarem vídeo falso sobre ato de Lula em SP

12 de Out de 2026 - 21:20
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TSE manda Flávio e aliados apagarem vídeo falso sobre ato de Lula em SP

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apague uma fake news com uma imagem de uma jovem aparentando usar cocaína durante manifestação a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que ocorreu no domingo na avenida Paulista, no centro de São Paulo.O conteúdo foi postado em um canal criado pela campanha de Flávio. Segundo o magistrado, a liberdade de expressão dos candidatos não permite a disseminação de notícias falsas.“O processo eleitoral, a liberdade de expressão e a crítica política são protegidas, mas não afastam a possibilidade de intervenção pontual diante de conteúdo que, em análise preliminar, apresente fatos sabidamente inverídicos ou manipulação relevante de contexto”, destacou Bellizze. Leia também Ramiro BritesEntorno de Lula vê “manobras regimentais” de Kassio Nunes Marques no TSE BrasilLula aciona TSE contra Flávio e aliados por fake news sobre ato na Paulista Manoela AlcântaraTSE fala em “problema técnico”; programa de Flávio será reexibido com áudio BrasilLula diz que presidente do TSE “não pode ter lado político” A Coligação Brasil Pronto Pra Mais, formada pelo PT, PCdoB, PV, PSB, PDT, PSol e Rede, acionou a Corte contra Flávio, os deputados federais Rony Gabriel (Podemos-RS), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) e o empresário Pablo Marçal (PRTB-SP) pela divulgação do conteúdo.A representação acusa o candidato e os aliados citados de disseminar desinformação de “segunda geração”, difamação e propaganda eleitoral irregular por meio de vídeos manipulados.Segundo o ministro do TSE, a publicação do canal apresenta “grave manipulação por descontextualização”.“Essa forma de apresentação falsa e manipulada dos fatos, mesclando acontecimentos reais e situações que de fato não ocorreram é extremamente deletéria e pode caracterizar, como no caso dos autos, grave manipulação por descontextualização: a reutilização de imagem preexistente, associada a evento posterior, para conferir aparência de prova a uma afirmação sobre esse evento. A gravidade é acentuada, em tese, quando a imagem é combinada com afirmações generalizantes sobre consumo de drogas e com apelo eleitoral explícito”, destacou.Bellizze também determinou que as plataformas de mídias identifiquem os responsáveis por outros perfis e URLs que divulgaram conteúdos apontados como falsos.Ação no TSESegundo a campanha de Lula, os conteúdos teriam o objetivo de prejudicar a imagem de Lula e favorecer a candidatura de Flávio Bolsonaro ao associar genericamente os participantes do ato a práticas criminosas, como consumo de drogas ilícitas, vandalismo, depredação do patrimônio público e defesa do terrorismo.De acordo com a peça, os vídeos publicados por Flávio, Rony Gabriel, Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato e Pablo Marçal incluíam cenas gravadas originalmente no Chile no sábado (10/10), um dia antes da manifestação em São Paulo.O trecho gravado foi localizado originalmente no perfil @multapor100, na rede social X.A coligação pede à Justiça Eleitoral que determine a remoção ou a indisponibilização dos conteúdos apontados como falsos no Instagram, no X (antigo Twitter), no Threads e no Facebook, com notificação direta às plataformas. O prazo solicitado é de 24 horas.