Vance diz que EUA “fizeram algum progresso” nas negociações com o Irã
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira (2) que os Estados Unidos “certamente fizeram algum progresso” nas negociações recentes com o Irã.
“Bem, tivemos várias conversas boas com os iranianos. Na verdade, falei com o presidente dos Estados Unidos há cerca de uma hora sobre isso”, disse Vance a repórteres ao retornar a Washington, após participar de dois comícios eleitorais em Nova York e Ohio.
Ele acrescentou que tanto ele quanto Trump estão “bastante otimistas” em relação a um possível acordo.
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“Os iranianos são sempre um pouco imprevisíveis e, como o presidente sempre diz, ele mantém opções cinéticas e não cinéticas à disposição. Mas, certamente, fizemos algum progresso. Veremos se conseguimos avançar ainda mais”, afirmou.
Os preços da gasolina e do diesel caíram drasticamente nesta segunda-feira, embora continuem entre os mais altos já registrados na história às vésperas de um dia de eleição nos EUA.
Na segunda-feira, o presidente Donald Trump também mencionou a possibilidade de um desfecho para a guerra — um conflito extremamente impopular —, em um momento em que a disparada nos preços dos combustíveis permanece como uma questão central tanto para os eleitores quanto para os críticos da administração.
Durante discurso realizado em frente ao espelho d’água do Lincoln Memorial, Trump afirmou que um acordo com Teerã “poderia acontecer”.
Entenda como o conflito entre Estados Unidos e Irã
A guerra começou em fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã que mataram o líder supremo Ali Khamenei.
O conflito entrou em seu oitavo mês esta semana, com os dois lados ainda presos em um impasse persistente — sem avanços na frente diplomática e sem capacidade de romper o impasse militar.
Trump ofereceu pouca clareza sobre seu objetivo final, oscilando entre ameaças de novos ataques e uma abertura para uma possível diplomacia.
O Irã tem tentado projetar sua própria capacidade de dissuasão, alegando que agora possui armamentos capazes de atingir mais alvos e causar danos ainda maiores do que antes.
A mediação continua, mas um avanço dependeria de pelo menos um dos dois lados cruzar suas próprias “linhas vermelhas”.
No início deste mês, Trump escreveu nas redes sociais que Washington “não atacará o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato”.
O fato de o presidente dos EUA não ter descartado nem confirmado se os ataques seriam retomados após o pleito é parte do motivo da tensão contínua.
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