Voo 402: queda do Fokker-100 que deixou 99 mortos em SP completa 30 anos

31 de Out de 2026 - 03:30
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Voo 402: queda do Fokker-100 que deixou 99 mortos em SP completa 30 anos

São Paulo – Às 8h26 do dia 31 de outubro de 1996, o avião Fokker-100 decolou do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, ficou no ar por 24 segundos, e começou a cair. A aeronave bateu em prédios da região, caiu no chão e pegou fogo. Ao todo, 99 pessoas morreram, sendo que 95 estavam embarcadas no voo e quatro no solo.7 imagensFechar modal.1 de 72 de 7Mapa do local onde o voo 402 caiu em São PauloArte/Metrópoles3 de 7Acidente do voo 402 da TAM completa 30 anosReprodução4 de 7Acidente do voo 402 da TAM completa 30 anosReprodução/TV Globo5 de 7Acidente do voo 402 da TAM completa 30 anosReprodução/TV Globo6 de 7Acidente do voo 402 da TAM completa 30 anosReprodução/TV Globo7 de 7Acidente do voo 402 da TAM completa 30 anosReprodução/TV GloboAs vítimas estavam no voo 402 da TAM que saía de Congonhas e tinha como destino o Rio de Janeiro. Sandra Assali perdeu o marido no acidente. José Rahal Abu Assali tinha 45 anos, era médico especializado em cardiologia e estava indo a um congresso de cardiologia, onde daria uma palestra. Além da esposa, ele deixou dois filhos de sete e quatro anos, respectivamente.Hoje, Sandra é presidente da Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos (Abrapavaa), fundada seis meses após o acidente, em maio de 1997, com intuito de fornecer apoio àqueles que ficam sem parentes e amigos nesses casos, além de defender seus direitos, preservar a memória das vítimas e evitar que outras tragédias aconteçam.Em um artigo publicado nas redes sociais, Sandra falou sobre o acidente: “Eu perdi meu marido, Abu, no TAM 402. Perdi parte da vida que havíamos sonhado construir juntos. Mas não permiti que aquela perda encerrasse a minha capacidade de agir, de lutar e de buscar mudanças.”A mulher contou que deixou o marido no aeroporto, se despediu com um selinho e um até logo, visto que estava planejado para que Abu voltasse no mesmo dia. 40 minutos depois, ela recebeu a notícia da morte do marido.A mulher contou que, à época, foi difícil entrar em contato com a TAM. Inicialmente, a companhia informou que o acidente tinha acontecido com um avião que iria para Brasília, o que aliviou a tensão de algumas famílias e alertou outras. Mas a confusão foi breve, visto que pouco tempo depois foi confirmado que se tratava do avião em que Abu, como era conhecido o marido de Sandra, estava.Causas do acidenteO relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou que o acidente aconteceu por uma sequência de falhas mecânicas e elétricas no sistema do reversos de empuxo do motor direito, combinada com a deficiências de projetos da aeronave, falta de alertas na cabine e fatores humanos e operacionais.Segundo o órgão de investigação, o reversor do motor direito abriu-se de forma não comandada, por isso o avião “decolou” pendendo para a direita. Testes também apontaram falhas no sistema elétrico de travamento. Além disso, o painel de instrumentos não exibiu alertas claros de que o reversor estava destravado.A tripulação não sabia que reversor estava aberto e tentar forçar a manete para frente por três vezes para manter a potência de decolagem, rompendo o mecanismo de proteção do cabo de segurança. Leia também CiênciaEUA divulgam foto inédita de avião espacial secreto da China em órbita MundoAvião em que Flávio embarcou, segundo governo Milei, segue para Miami, EUA Igor GadelhaSites de radar mostram avião que levaria Flávio aos EUA parado na Argentina Mirelle PinheiroPiloto incendeia avião suspeito vindo da Bolívia e foge após cerco da FAB Com os cabos rompido, o sistema permitiu que o motor direito passasse a operar em potência máxima com o reversor totalmente aberto, o que gerou um desequilíbrio na tração e um intenso arrasto aerodinâmico, o que tornou impossível a estabilização do avião no ar.O relatório também apontou que a tripulação não havia recebido um treinamento prévio em simulador nem procedimentos previstos em manual para lidar com a abertura inadvertida de reversor na fase de decolagem. Além disso, a curta duração do evento (apenas 24 segundos do momento da decolagem até o impacto) e a carga de trabalho na cabine impediram a identificação correta da pane.