Xi Jinping parabeniza Lula por reeleição

27 de Out de 2026 - 16:50
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Xi Jinping parabeniza Lula por reeleição

O ditador chinês, Xi Jinping, parabenizou nesta terça-feira (27) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por sua reeleição e destacou que a cooperação entre os países deve alcançar "novos níveis", segundo a imprensa estatal chinesa. A China é o principal parceiro comercial do Brasil no mundo.

O vice de Xi, Han Zheng, também enviou uma mensagem de felicitação ao vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB). O ditador chinês telefonou para Lula e ressaltou na conversa a contribuição do brasileiro para o desenvolvimento das relações entre ambos os países.

"Os vínculos bilaterais reforçaram seu caráter global, estratégico e de longo prazo, e se tornaram um modelo de unidade e cooperação entre os países do Sul Global", sublinha a mensagem, que lembra que ambos os líderes "mantiveram uma comunicação estreita" nos últimos anos, informou a Agência EFE.

Pequim já havia felicitado Lula por sua reeleição por meio do porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Guo Jiakun, que nesta segunda-feira (26) afirmou que a China "está disposta a trabalhar com o Brasil para continuar avançando na construção de uma comunidade de futuro compartilhado".

Lula obteve 51,79% dos votos, frente a 48,21% de seu rival, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), o que representa uma diferença de mais de quatro milhões de votos: 64,2 milhões de votos contra 59,8 milhões.

Após a divulgação dos resultados, o presidente reeleito declarou que sua vitória representa uma "derrota da mentira e do negacionismo" e prometeu que faria "o melhor mandato que um presidente já fez neste país".

Sobre as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse que este pleito lhe pareceu "mais uma eleição fraudulenta", o porta-voz chinês comentou apenas que Pequim "respeita a escolha soberana do povo brasileiro".

A vitória de Lula consolida a afinidade política e econômica entre Brasília e Pequim, uma parceria que uma vitória do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria esfriado, além de tirar o impulso da cooperação nos Brics.