A lição das redes que Lula deve levar para o quarto mandato
O presidente saiu do segundo turno das eleições de 2026 com uma lição que aliados esperam ver refletida em seu quarto mandato: a necessidade de manter uma comunicação mais direta e constante com a população por meio das redes sociais.
A aposta de auxiliares é de que parte das durante o segundo turno da campanha seja mantida ao longo do novo governo. Entre elas, o contato mais direto de Lula com a população pelas redes e até a realização de lives.
Presidente Lula, a primeira-dama Janja e o deputado André Janones (Rede-MG)
Presidente Lula e o deputado André Janones (Rede-MG)
Presidente Lula e os deputados jovens eleitos
Um dos personagens por trás dessa mudança foi o governador reeleito do Piauí, (PT). Um dia após (PL) largar na frente no primeiro turno, Fonteles sugeriu que Lula começasse a gravar vídeos em formato selfie para as redes.
Num primeiro momento, o presidente resistiu à ideia e argumentou que não deixaria de fazer política nas ruas. A resistência, porém, durou pouco. Lula aderiu ao formato e, na avaliação de aliados, percebeu rapidamente a resposta positiva de quem estava do outro lado da tela.
Para integrantes da campanha, o presidente entendeu que seu poder de convencimento e sua capacidade de comunicação também precisavam passar pelo ambiente digital. A avaliação é que as redes se tornaram uma ferramenta para recuperar um vínculo direto com parte da população que havia se perdido nos últimos anos.
“O velho finalmente entendeu o que a gente fala para ele desde 2023”, resumiu à coluna um aliado de primeira hora.
“Encantado” com as redes sociais
Auxiliares relatam que Lula ficou “encantado” com o acolhimento que recebeu nas redes sociais. Somada às mobilizações nas ruas, essa resposta no ambiente digital deu, segundo aliados, mais resiliência ao presidente durante a disputa do segundo turno e ajudou a fazê-lo perceber como as duas frentes poderiam caminhar juntas.
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Na reta final da campanha, Fonteles presenteou Lula com um celular. O presidente passou a usar o aparelho para enviar áudios e vídeos ao canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado (Rede-MG) como ferramenta de mobilização digital.
Em uma a poucos dias da eleição, o deputado chegou a pedir desculpas a Lula por ele ter que disputar um segundo turno contra o que chamou de um “adversário desqualificado”. A resposta do presidente mostrou que a resistência inicial às redes já havia dado lugar a uma certa empolgação com a experiência.
“Eu, Janones, na verdade, estou até gostando, porque agora eu descobri duas coisas: as pessoas me chamam de fofinho. Quem é que não quer ser fofinho?”, brincou Lula.
Em seu discurso após a vitória, Lula disse que fará o povo participar das decisões e prometeu que a comunicação digital terá um espaço muito grande em seu governo.