As mulheres que atacam o voto feminino no Brasil
Um discurso que parecia restrito a nichos da internet passou a ecoar no debate político do Brasil e nos círculos conservadores nos Estados Unidos: o ataque ao voto feminino.
Nesse ecossistema digital, mulheres também se posicionam contra o sufrágio feminino e chegam até a dizer que abririam mão do próprio direito a voto.
Uma das defensoras dessa ideia é Fernanda Guardian, sócia de uma consultoria de investimentos e com 300 mil seguidores no Instagram. Ela mora em Miami e mostra em fotos no perfil a sua rotina na cidade.
Em uma postagem, ela afirma que "o voto feminino foi um erro" e que "abriria mão facilmente do meu voto".
Outra influencer que se posicionou contra o voto das mulheres foi Pietra Bertolazzi, com 1,3 milhão de seguidores, e defensora da submissão feminina ao homem.
"Se a pessoa me perguntar 'ah, você é contra o voto feminino?'. Bom, o que eu defendo é uma monarquia, termo muito distante. Sou contra o Estado moderno. Eu acho a democracia zoada", disse ela ao repórter Shin Suzuki.
A e conversando com influencers que aparecem nesses vídeos para destrinchar esse fenômeno e suas possíveis consequências.