Atirador deixa 6 mortos e vários feridos em praça no centro de Cracóvia, na Polônia; o que se sabe
Seis pessoas — quatro mulheres e dois homens — morreram e 16 ficaram feridas, incluindo policiais, após um ataque a tiros na Praça do Mercado Principal de Cracóvia, na .
Segundo a polícia, por volta das 15h do horário local (11h em Brasília) um homem que havia entrado na praça dirigindo começou a "atirar aleatoriamente nas pessoas de dentro do carro".
Um bonde que passava pela região também foi atingo pelos disparos, que chegaram a quebrar alguns de seus vidros, mas não feriram passageiros.
Policiais correram para o local e entraram em confronto armado com o agressor, que foi baleado menos de três minutos após o início do ataque, ainda de acordo com as autoridades.
O atirador foi baleado, mas está vivo e foi preso.
A polícia o identificou como um cidadão polonês de 25 anos que "vestia roupas de estilo militar" e portava uma arma de uso militar, sem que, contudo, fosse membro das forças armadas.
Um porta-voz da polícia polonesa afirmou que "foram encontrados diversos itens de armamento e munição em seu veículo".
O ministro do Interior da Polônia, Marcin Kierwinski, informou que as investigações iniciais indicam que o homem se inspirou em "ideologias de extrema-direita" e o descreveu como um "ultranacionalista", sem fornecer mais detalhes.
A residência dele foi alvo de buscas, com apoio da polícia antiterrorismo.
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Seis pessoas — quatro mulheres e dois homens — tiveram a morte confirmada, incluindo um cidadão britânico. Três vítimas são polonesas e duas ainda não foram identificadas.
Dezesseis pessoas, incluindo cinco estrangeiros e o autor do ataque, foram levadas ao hospital. Entre os que estão recebendo atendimento, encontram-se dois policiais, baleados no momento em que detinham o agressor.
Um deles teria passado por uma cirurgia e estaria em estado crítico, segundo informaram as autoridades polonesas.
Horas depois do ataque, o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, informou que durante as buscas três corpos — duas mulheres e um homem — foram encontrados na casa do atirador.
O tiroteio ocorreu em uma das maiores praças medievais da Europa, um ponto turístico bastante movimentado da cidade.
O britânico Jonathan Balshaw, que estava com sua namorada polonesa, Dominika, na Basílica de Santa Maria, no canto da praça, quando o tiroteio começou, relatou: "Corremos pela lateral da igreja, entramos por uma porta lateral e nos escondemos com várias outras pessoas até que os disparos cessassem".
"Foram feitos muitos disparos — mais de 20 —, e parecia haver diferentes tipos de armas de fogo; era possível distinguir dois sons bem diferentes."
A também britânica Caitlin Shasby, que chegou a Cracóvia ontem com seu amigo Jon para passar um fim de semana prolongado, contou que ouviram disparos de dentro do quarto de hotel, mas não tinham certeza do que estava acontecendo, até que a recepção entrou em contato e orientou que "permanecessem em seus quartos até segunda ordem".
O prefeito de Cracóvia, Łukasz Gibała, assinou um decreto declarando um período de luto na cidade até quarta-feira, 11 de novembro.
O presidente Karol Nawrocki declarou estar "profundamente preocupado" e disse que aguardava "uma explicação completa sobre as circunstâncias que envolveram esses eventos trágicos".
A principal representante diplomática da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que o tiroteio foi "uma tragédia que será sentida muito além das fronteiras da Polônia".