Atriz da Netflix leva cinema brasileiro para escolas públicas de São Paulo
São Paulo — Levando o audiovisual e o cinema brasileiro para as salas de aulas das escolas públicas de São Paulo, a atriz Bruna Mascarenhas, conhecida pelo papel de Ritinha na série Sintonia, quis apresentar e, de alguma forma, impactar a vida dos jovens possam se interessar no universo cinematográfico e nas pautas tratadas pelos filmes nacionais.5 imagensFechar modal.1 de 5Bruna Mascarenhas sobre interpretar Ritinha novamente em Nando: "Estanho"Divulgação2 de 5Divulgação/ Gustavo Barros Uehara3 de 5Bruna Mascarenhas, Christian Malheiros e JottapêDivulgação/ Ale Schneider4 de 5JefDelgado/Netflix ©️ 20255 de 5Bruna MascarenhasReproduçãoBruna é a grande idealizadora do projeto Do Processo à Tela, em parceria com a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), que levou o cinema nacional para os locais de ensino por meio da exibição de filmes e curtas-metragens, seguida de uma mediação sobre os temas e da apresentação das diferentes profissões que compõem o setor audiovisual.Ao Metrópoles, ela revelou que a ideia, inclusive, se deu por causa da personagem dela em Sintonia, que entrou dentro das favelas e se comunicou diretamente com este público. A atriz contou que, até hoje, recebe feedbacks sobre o impacto disso na vida das pessoas.“Então, quando a Ritinha entrou pra faculdade de Direito, eu encontrei pessoas que me paravam na rua e me falavam que iam parar de estudar e [por causa da personagem] resolveram continuar”, disse.Foi através de relatos como este que Mascarenhas decidiu que poderia impactar a vida das pessoas não só como artista. “Eu quero poder entrar dentro das escolas municipais, porque, se eu acredito que o cinema é transformação, essa transformação não pode vir na fase adulta. Ela tem que vir desde cedo”, avaliou.Ela, então, se perguntou: “Por que não colocar o cinema nas escolas e falar sobre os temas que são debatidos nos filmes?”. Além disso, Bruna queria poder realizar exercícios com os alunos de uma forma divertida e lúdica, para que eles possam viver a experiência do audiovisual.“Como artista, eu não quero só falar. Eu quero ser escutada, mas eu também quero ouvir. Eu preciso escutar. Então, é um lugar de aprendizado mútuo, porque eles aprendem, mas eu também aprendo. Eu não estou ali para ensinar ninguém a nada. Eu estou ali pra ser uma mediadora nesse debate e fomentar as minhas ideias”, falou. Leia também São PauloAtriz quer deixar marca “além do CNPJ” com curso de atuação em favela São PauloAtriz de Sintonia lança curso de atuação para jovens de Paraisópolis EntretenimentoChristian Malheiros diz que Nando foi presente aos fãs de Sintonia EntretenimentoSintonia: saiba quem da série não aparece no filme da Netflix O Do Processo à Tela aproximou universidade, cinema e escola pública por meio de uma experiência concreta de exibição e formação audiovisual. Ao participar da pesquisa, curadoria, produção e realização das sessões, os estudantes da Faap colocaram em prática conhecimentos relacionados à formação cinematográfica e, simultaneamente, experimentaram formas de atuação profissional e cultural em diálogo com outros espaços sociais.O projeto tomou conta de escolas municipais durante o mês de outubro, com cinco encontros — sendo o último realizado nessa quinta-feira (29/10).Escolha do cinema brasileiroBruna Mascarenhas esclareceu que pensou em levar filmes nacionais para o projeto porque os alunos precisam se reconhecer na tela. Os temas escolhidos são pensados, também, na narrativa escolar: racismo, cyberbullying e violência contra a mulher.Além de Sintonia, a atriz teve destaque em Brasil 70: A Saga do Tri, Maníaco do Parque e Cenas de Um Crime. Este não é primeiro projeto social criado por ela: Mascarenhas lançou, em fevereiro de 2026, um curso de atuação gratuito para os jovens moradores de Paraisópolis, favela na zona sul de São Paulo.Em ambos projetos, Bruna destacou querer “deixar marca além do CNPJ” nas pessoas.“A minha vontade é que esse projeto vá além de mim, que ele seja sobre levar educação, formação e pensamento crítico para os jovens de uma forma leve, divertida e gostosa, trabalhando em grupo, escutando a opinião do outro e trabalhando a escuta. É nesse tipo de futuro que eu acredito. E eu quero poder ajudar de alguma forma”, admitiu.