Buracos e banheiro quebrado: fotos mostram escola do DF caindo aos pedaços

8 de Out de 2026 - 04:30
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Buracos e banheiro quebrado: fotos mostram escola do DF caindo aos pedaços

Alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 507 de enfrentam um cenário de precarização estrutural e tensões administrativas. A unidade, que opera no modelo cívico-militar, acumula queixas que vão desde a falta de infraestrutura básica e prejuízos ao atendimento de estudantes com deficiência até denúncias de assédio moral e xenofobia.

A rotina escolar é marcada por improvisos e riscos à integridade física. As salas de aula não possuem ventilação adequada — algumas sequer contam com ventiladores — e quadros antigos estão com parafusos e pontas metálicas que já provocaram ferimentos em estudantes, segundo a comunidade. Nos banheiros, as condições de higiene e uso são precárias, havendo instalações interditadas.

Alunos e professores do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 507 de Samambaia Sul enfrentam um cenário de precarização estrutural e tensões administrativas

A unidade, que opera no modelo cívico-militar, acumula queixas sobre a falta de infraestrutura básica e prejuízos ao atendimento de estudantes com deficiência

A rotina escolar é marcada por improvisos e riscos à integridade física

As salas de aula não possuem ventilação adequada, algumas sequer contam com ventiladores, e quadros de aviso antigos expõem parafusos e pontas metálicas que já provocaram ferimentos em estudantes

Nos banheiros, as condições de higiene e uso são precárias, havendo instalações interditadas

A ausência de cobertura na quadra poliesportiva é outro problema crítico enfrentado pelos estudantes

Expostos ao sol forte e às altas temperaturas registradas na capital, os jovens realizam as aulas de Educação Física em condições insalubres

Por conta do calor extremo e da ausência de proteção solar, a direção cancelou o torneio interclasse previsto para ocorrer há duas semanas

Além dos gargalos físicos, docentes relatam um clima de intimidação por parte da direção escolar quando cobram providências

Os relatos apontam a prática de assédio moral, desrespeito verbal e retaliações institucionais contra os servidores que questionam as condições de trabalho

Em outra ocasião, segundo relatos colhidos pela coluna, os alunos tiveram de comer a merenda escolar com as mãos devido à falta de talheres na unidade.

A ausência de cobertura na quadra poliesportiva é outro problema crítico enfrentado pelos estudantes. Expostos ao sol e às altas temperaturas registradas na capital, os jovens realizam as aulas de educação física em condições insalubres. Por conta do calor extremo e da ausência de proteção solar, a direção cancelou o torneio interclasse previsto para ocorrer no fim de setembro.

“A escola está desabando”

O Metrópoles ouviu, em condição de anonimato, uma docente do CEF 507 de Samambaia. Ela diz que já pediu melhorias à direção da instituição, mas que nunca foi atendida. “O descaso está sendo grande. A escola está desabando, é uma escola feita de gambiarras”, lamenta.

Pressão administrativa

Além dos gargalos físicos, docentes relatam um clima de intimidação por parte da direção escolar quando cobram providências. Os relatos apontam a prática de suposto assédio moral, desrespeito verbal e retaliações institucionais contra os servidores que questionam as condições de trabalho.

Segundo uma das professoras, a gestão ainda utiliza de apelidos pejorativos e xenofóbicos para se referir aos docentes. “Sou pernambucana, mas ele se refere a mim como ‘A paraibana’“, relata a servidora. Ela diz que, após questionar os problemas estruturais da unidade, vem sofrendo assédio moral.

Em outra ocasião, um professor foi xingado com termos ofensivos pelo diretor ao cobrar melhorias.

  • De acordo com os relatos, as ameaças de punição por parte da direção do CEF 507 utilizam os mecanismos de avaliação funcional;
  • No caso de servidores efetivos em estágio probatório, a intimidação ocorre sob a ameaça de reprovação no processo avaliativo;
  • Para os professores temporários, são aplicadas avaliações negativas que comprometem a continuidade dos contratos.

Apesar das críticas direcionadas à direção, a comunidade escolar ressalta a dedicação do corpo docente e elogia a postura dos policiais militares que compõem a equipe disciplinar do modelo cívico-militar. Há também relatos de que a unidade acumula dívidas antigas e de que as verbas repassadas não passam por consulta prévia nem têm a devida prestação de contas apresentada ao Conselho Escolar, descumprindo as diretrizes de gestão democrática da rede pública.

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Outro lado

A reportagem buscou contato com a direção do CEF 507 de Samambaia para obter explicações, e a gestão disse estar ciente do assunto. “As medidas adotadas serão manifestadas pela assessoria de comunicação da Secretaria de Educação”, escreveu o diretor da unidade Elisson dos Santos.

Diante dos quadros expostos acima, a situação foi formalizada junto ao para apuração de eventuais irregularidades na aplicação de verbas públicas, assédio moral e negligência estrutural. O Metrópoles também buscou posicionamento do MPDFT, que informou estar analisando as informações por meio da Promotoria de Justiça Regional de Defesa dos Direitos Difusos (Proreg).

A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) também foi acionada e respondeu por meio de nota:

“A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Samambaia, informa que recebeu, nesta terça-feira (6), a solicitação da unidade escolar para a manutenção do banheiro masculino. Serão adotadas as providências necessárias para que a reforma do espaço seja realizada imediatamente, garantindo condições adequadas de atendimento aos estudantes.

Cabe destacar que a unidade de ensino já foi contemplada com outros serviços de manutenção por meio do contrato vigente, atendendo às demandas encaminhadas pela CRE. Em 2025, foram executados serviços de manutenção elétrica geral e a retirada de uma estrutura do telhado da quadra. Já em 2026, realizaram-se a manutenção completa da caixa d’água e a reforma integral da quadra poliesportiva. A CRE ressalta, ainda, que não há registros de cancelamento de eventos escolares em decorrência das condições estruturais da unidade.

Em relação às denúncias envolvendo a gestão da escola, a SEEDF esclarece que as ocorrências encaminhadas anteriormente via Ouvidoria já foram objeto de apuração pela Corregedoria. Atualmente, há um novo processo em tramitação, também originado por denúncia na Ouvidoria, que se encontra em fase de apuração pela Corregedoria por meio de procedimento sigiloso, conforme determina a legislação aplicável“.