Cantareira mantém recuperação e recebe mais água que média histórica

10 de Out de 2026 - 20:00
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Cantareira mantém recuperação e recebe mais água que média histórica

O Sistema Cantareira mantém neste início de outubro a recuperação iniciada em setembro. Nos dez primeiros dias do mês, os reservatórios ganharam mais de 12 bilhões de litros, o equivalente a pouco mais de cinco de dias de captação realizada pela Sabesp no local.As represas do Cantareira começaram outubro com 403 bilhões de litros de água, turbinados por um ganho de 78 bilhões em apenas um mês. Neste sábado, era de 415 bilhões (42,3% do volume útil). Setembro teve chuvas históricas, superando todas as expectativas e antecipando a recuperação do sistema. Leia também São PauloCantareira: padrão de chuvas “evapora” e entrada de água muda em 15 anos São PauloCantareira ganha 5 dias de água em 24 horas com chuvas acima da média São PauloMãe faz mochila “maluca” que simula vitória de Flávio e prisão de Lula São PauloMãe de Eduarda Campopiano, do PL, recebe benefício social desde 2019 Desde o início de outubro, já foram registrados 56,9 mm de chuva. A média histórica para este mês como um todo é de 130,1 mm.Com o solo enxergado pelas chuvas de setembro e o bom começo de outubro, mais água tem chegado ao manancial. Ao logo dos primeiros dez dias, o Cantareira tem recebido cerca de 37 mil litros por segundo (37 m³/s), acima da média histórica (quase 29 m³/s).A melhora fez com que o limite de captação fosse ampliado. A Sabesp foi autorizada a retirar até 31 m³/s, além da transposição da bacia do Paraíba do Sul. Até o momento, entretanto, estão sendo captados 26 m³/s.A Grande São Paulo segue com a gestão de demanda noturna, com redução da pressão ao longo de oito horas por dia.Demais represasNeste sábado (10/10), o Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que reúne todas as represas produtoras de água para a Grande São Paulo, está operando com pouco mais de sua capacidade (55,9%). Isso é reflexo do bom momento, com parte dos mananciais contando com a totalidade de sua capacidade de reserva.Guarapiranga, Rio Grande e Cotia estão com mais de 90% da capacidade, por exemplo. Já o Alto Tietê, o segundo maior sistema da região, tem recebido mais água que a média histórica e também se recupera, com 54,9% do volume útil.