Caso Isabelle: polícia ouve 28 pessoas e conclui 13 laudos no Ceará
A Polícia Civil do Ceará já ouviu 28 pessoas no inquérito que apura a morte da estudante Isabelle Caracristi, de 22 anos, em Fortaleza. Até a última segunda-feira (28), a Pefoce (Perícia Forense do Estado do Ceará) também já havia concluído 13 laudos relacionados ao caso.
A investigação é conduzida pelo GEI (Grupo Especial de Investigação), com participação da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Além dos depoimentos e exames periciais, os investigadores analisam celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras.
O objetivo é esclarecer as circunstâncias da morte e reconstruir a cronologia dos acontecimentos que antecederam o caso.
Ao todo, 20 peritos e auxiliares de perícia trabalham na investigação.
Namorado está preso preventivamente
João Munhoz Neto, namorado de Isabelle, está preso preventivamente e é investigado, entre outras hipóteses, por possível induzimento ou instigação ao suicídio e violência psicológica. Segundo a Polícia Civil, a medida busca garantir a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal.
A defesa de João afirma que ele nega qualquer envolvimento na morte da estudante.
Defesas pedem preservação do sigilo
As advogadas da família de Isabelle, Adriana Alves e Patrícia Viana, reforçaram que o procedimento tramita sob segredo de Justiça e pediram que informações não oficiais sejam evitadas.
A defesa de João também afirmou que não divulgará o conteúdo do inquérito por estar sob sigilo. A investigação continua em andamento.
Relembre o Caso Isabelle
A Polícia Civil do Ceará informou que investiga a morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, que foi encontrada morta em Aldeota, Fortaleza, no dia 13 de setembro.
A perícia identificou lesões compatíveis com uma queda da janela do apartamento onde ela estava, mas a dinâmica da morte ainda não foi esclarecida.
O caso ganhou repercussão quando a mãe da jovem, a professora Isorlanda Caracristi, publicou um vídeo pedindo justiça e explicações sobre a morte da filha. Segundo ela, o condomínio em que Isabella morreu era o mesmo em que vivia com o namorado de 33 anos, apontado pela família como “controlador” e “obsessivo“.