Zema diz que levará candidatura à presidência até o fim mesmo sob pressão
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG), afirmou nesta terça-feira (29) que manterá sua candidatura à presidência da República até o último minuto, apesar da pressão de integrantes do próprio partido para que abandone a disputa. A declaração ocorre após candidatos do Novo mudarem de posição e defenderem a união de nomes da direita na reta final da eleição.
Zema afirmou que não pretende retirar seu nome da corrida presidencial e disse ter compromissos com o partido, seus apoiadores e consigo mesmo. A pressão aumentou depois que o deputado Ricardo Salles desistiu de disputar uma vaga ao Senado pelo Novo para apoiar Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
“Irei até o último minuto. Tenho compromisso com o meu partido, meus apoiadores e comigo mesmo. Nunca desistir de nada”, declarou em entrevista ao site Plox.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), também aproveitou a decisão de Salles para defender a união dos grupos de direita na reta final da eleição. O candidato também viu outros integrantes do Novo se afastarem de sua campanha nas últimas semanas, como Marina Helena (SP) que declarou apoio ao oponente Flávio Bolsonaro (PL).
Zema afirmou considerar natural a perda de apoio durante a reta final da disputa e disse que continua contando com integrantes de diferentes partidos.
“Eu encaro isso com muita naturalidade. Tenho vereadores, prefeitos, deputados de outros partidos que me apoiam. Na política isso é extremamente comum”, afirmou.
O ex-governador também disse que pretende manter suas propostas e princípios até o encerramento da campanha, mesmo diante das pressões. Ao defender a permanência de sua candidatura, Zema afirmou acreditar que os candidatos de direita estarão juntos em um eventual segundo turno contra Lula.
“Tenho certeza que no segundo turno que nós, da direita, estaremos todo juntos contra o PT. Essa minha luta continuará sempre”, completou.
Na véspera, a desistência de Salles na corrida ao Senado foi elogiada por aliados, que classificaram como “gesto de grandeza em nome de um projeto maior” e “agora é hora de união pelo futuro do Brasil”.