Com 67,12% dos votos, Lula supera Flávio Bolsonaro nos países da Europa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os brasileiros que votaram na Europa no segundo turno das eleições presidenciais, neste domingo (25/10). Levantamento do Metrópoles, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que o petista recebeu 120.530 votos, o equivalente a 67,12% do total contabilizado na região. Flávio somou 59.025 votos, ou 32,88%.Ao todo, foram contabilizados 179.555 votos para os dois candidatos nas localidades reunidas pelo levantamento. Lula terminou à frente na maioria dos locais de votação analisados, enquanto Flávio conquistou mais votos em pontos como Atenas, na Grécia; Faro, em Portugal; e Kiev, na Ucrânia.O resultado europeu acompanha a vitória nacional de Lula, que foi reeleito presidente do Brasil para mais quatro anos. O petista também alcançou a maior votação já registrada em um segundo turno presidencial no país, superando a própria marca de 2022.Lula amplia votação em relação ao primeiro turnoNo primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula havia recebido 95.442 votos na Europa, enquanto Flávio somou 48.874. Naquela etapa, o petista venceu em 25 países da região com votação contabilizada, enquanto o senador ficou à frente na Grécia e na Ucrânia.No segundo turno, os dois candidatos ampliaram o número de votos no levantamento. Lula recebeu 25.088 votos a mais do que na primeira etapa, enquanto Flávio teve um acréscimo de 10.151 votos.A diferença entre os candidatos também aumentou: Lula passou de uma vantagem de 46.568 votos no primeiro turno para 61.505 no segundo, considerando os totais informados no levantamento.4 imagensFechar modal.1 de 4Presidente Lula foi eleito pela quarta vezRicardo Stuckert2 de 4Flávio foi votar acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL)Wagner Meier/Getty Images3 de 4O presidente LulaLUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova4 de 4Wagner Meier/Getty ImagesBerlim e Lisboa entre os destaquesEntre as localidades analisadas, Berlim registrou uma das maiores vantagens percentuais para Lula. O presidente recebeu 7.452 votos na capital alemã, o equivalente a 86,88%, enquanto Flávio teve 1.125 votos, ou 13,12%.Em Lisboa, o petista também terminou à frente, com 19.420 votos (60,10%), contra 12.894 (39,90%) do senador. A capital portuguesa foi uma das localidades com maior número de votos contabilizados no levantamento.Lula também venceu em Londres, onde recebeu 10.310 votos (62,55%), ante 6.173 de Flávio (37,45%). Em Dublin, na Irlanda, o presidente somou 7.194 votos, correspondentes a 80,20%, enquanto o senador recebeu 1.776 (19,80%).Na contramão da tendência observada na maior parte das localidades, Flávio venceu em Atenas, na Grécia, com 311 votos (54,95%), contra 255 de Lula (45,05%). Em Faro, Portugal, o senador obteve 1.629 votos (52,67%), enquanto o petista recebeu 1.464 (47,33%).Na capital da Ucrânia, Kiev, Flávio também ficou à frente: foram 16 votos para o candidato do PL, contra três para Lula. O total, porém, foi pequeno, com apenas 19 votos contabilizados. Leia também MundoReeleição de Lula para 4º mandato repercute na imprensa internacional BrasilLula bate próprio recorde e é o presidente mais votado da história do país Distrito FederalEm silêncio, apoiadores de Flávio deixam Esplanada após vitória de Lula BrasilLula é reeleito, bate votação de 2022 e ultrapassa 64 milhões de votos Brasileiros no exteriorSegundo o TSE, 918.876 brasileiros estavam aptos a votar fora do país nas eleições de 2026, distribuídos por 186 cidades de 134 países. O contingente representa pouco mais de 0,5% do eleitorado brasileiro, estimado em cerca de 158,7 milhões de pessoas.A votação no exterior integra o resultado nacional da eleição presidencial. Neste domingo, Lula derrotou Flávio Bolsonaro e garantiu um quarto período à frente do Executivo federal, após ter governado o país entre 2003 e 2010 e retornado à Presidência em 2023.O novo mandato começará em janeiro de 2027 e seguirá até 2031, com Geraldo Alckmin (PSB) novamente na vice-presidência.