Cury protesta no STF após cancelamento de debate: “Desequilíbrio de poder”

2 de Out de 2026 - 13:10
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Cury protesta no STF após cancelamento de debate: “Desequilíbrio de poder”

O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (2/10) para protestar contra as decisões judiciais que levaram ao cancelamento do debate da TV Globo nessa quinta-feira (1º/10).“Não é justo esse desequilíbrio de poder. Então estou aqui fazendo um protesto em função da democracia brasileira, que na minha opinião está morrendo. Eu respeito a STF. Espero que o dr. Fachin possa corrigir algumas distorções junto com os ministros que também respeito. Quem deve e se errou vai ter que se defender. Se se defendeu e não errou, ele está livre”, declarou.O presidenciável chegou à Corte por volta das 12h40, após retornar do Rio de Janeiro.Em carta direcionada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, o candidato afirma que avalia acionar a Corte Interamericana de Direitos Humanos para “relatar preocupações em relação à democracia brasileira”. Leia também BrasilCury pede a Fachin que STF preserve a liberdade de expressão nas eleições Brasil“Colapso da democracia”, diz Cury após cancelamento de debate Matheus LeitãoGilmar Mendes dá decisão histórica sobre debates presidenciais Reinaldo AzevedoSem debate: Flávio e a Globo fogem de Renan. Gilmar e Aranha cumprem a lei Cury afirma que o documento é um “protesto, mas também uma súplica,” e pede a Fachin que a “liberdade de expressão seja preservada e que o povo brasileiro chegue às urnas com informação suficiente para decidir”.Debate da GloboO debate da TV Globo estava previsto para essa quinta-feira e iria contar com os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) – este último, após decisão judicial determinando sua inclusão.A programação pretendia exibir uma cadeira vazia com o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), devido à recusa do petista em participar do debate. Porém, uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que isso não poderia ser feito.Outra decisão judicial que influiu no debate foi a determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o candidato Renan Santos (Missão) participasse.Após as duas decisões, o principal candidato previsto para ir ao debate, Flávio Bolsonaro (PL), anunciou que não iria mais participar e alegou interferência do Judiciário como justificativa.A TV Globo acabou cancelando o debate. A emissora alegou que as decisões judiciais causam “insegurança jurídica” e representam uma “interferência indevida na liberdade de imprensa”.