Dasa inaugura centro com processamento mensal de 2,4 milhões de exames

13 de Out de 2026 - 00:50
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Dasa inaugura centro com processamento mensal de 2,4 milhões de exames

Na noite de 30 de setembro, a Dasa, líder em medicina diagnóstica do Brasil, apresentou o seu novo Núcleo Técnico-Operacional (NTO) do Laboratório Exame e Alvaro Apoio, marca B2B da companhia. A unidade de 4,5 mil m² nasce com a capacidade mensal para processar 2,4 milhões de exames e pode chegar a 5 milhões sem necessidade de novas obras. Com cerca de 200 profissionais e 25 equipamentos que concentram tecnologia Roche Diagnóstica, o espaço passa a realizar análises que atenderão mais de 400 municípios das regiões Centro-Oeste, Norte e parte do Nordeste.

Para quem está do lado de fora, um exame ainda parece simples: coleta, alguns tubos e a espera pelo resultado. Mas a visita ao novo núcleo mostrou uma engrenagem muito maior por trás desse processo. Cada amostra recebe uma rota própria, é identificada por código de barras, separada conforme prioridade e encaminhada para equipamentos capazes de processar centenas ou milhares de testes por hora.

“Esse núcleo técnico permite um nível de serviço muito melhor, mais rápido, preciso e centralizado aqui no Centro-Oeste.”Rafael Lucchesi, CEO da Dasa

Mais do que ampliar a capacidade de Brasília, o novo NTO integra uma estratégia nacional de renovação dos núcleos técnicos da Dasa e coloca a capital como ponto de processamento para uma área muito maior do país.

O centro também atenderá os quatro hospitais da Rede Américas no Distrito Federal — Hospital Brasília, Hospital Brasília Águas Claras, Maternidade Brasília e Hospital Alvorada Brasília e uma rede de mais de mil laboratórios parceiros por meio da Alvaro Apoio.

Rafael Lucchesi, Roberto Cury e Leonardo Vedolin

Rafael Lucchesi, Claudia Cohn, Thiago Campos e Juliana Wolff

Rafael Lucchesi, Juliana Wolff, Rafael Bastos e Roberto Cury

Rafael Lucchesi, Vilar Junior e Leonardo Vedolin

Dr. Gleidson Viana - diretor médico Exame, Dra. Livia Maia - Gerente médica de Patologia do Exame, Dra. Andrea Lamosa - Superintendente de Relacionamento Médico da Dasa, Juliana Wolff - Superintendente de Operações e Negócios do Exame e Roberto Cury - Vice-presidente das unidades de atendimento e de experiência do cliente da Dasa

Jamerson Moreira e Rafael Lucchesi

Romeu Domingues, conselheiro Dasa

Bárbara Lins, mestre de cerimônia

Rafael Lucchesi cola placa de inauguração

Dr. Sandro Melim - responsável técnico do Exame, Dra. Adília Segura, Juliana Wolff - Superintende de Operações e Negócios do Exame e Cláudia Cohn - Diretora de Operações e Negócios da Dasa

Dra. Lorena Amaral - Médica Radiologista do Exame

Renato Casarotti - Presidente da Abramge e Vice-presidente institucional da Amil (o alto) Rafael Arantes - Gerente de relações governamentais da Dasa Fred Borges - Superintendente da Abramge

Cantor Leoni se apresenta ao lado do filho, Antonio Leoni

O caminho que um tubo percorre

Durante a visita técnica ao espaço, uma das cenas que melhor traduz o funcionamento do novo núcleo acontece logo na triagem.

O equipamento lê o código de barras da amostra e identifica quais exames precisam ser realizados. A partir daí, o tubo ganha uma espécie de rota própria.

Se a estabilidade daquela amostra é menor, ela recebe prioridade.

É como uma central de distribuição: milhares de volumes chegam ao mesmo lugar, mas cada um tem destino, prazo e percurso diferentes. A diferença é que, ali, o conteúdo pode ajudar a acompanhar uma doença crônica ou orientar uma decisão médica.

Leonardo Vedolin, vice-presidente da Área Médica da Dasa, definiu o projeto como uma forma de levar à capital uma capacidade de diagnóstico semelhante à encontrada nos grandes centros da companhia.

“Esse projeto traz para Brasília uma capacidade produtiva que nasce forte, mas, acima de tudo, mantém e eleva a régua de qualidade e segurança, que é um princípio inegociável para nós”, afirmou.

Em medicina diagnóstica, rapidez só faz sentido quando vem acompanhada de controle, precisão e segurança. Mas existem situações em que reduzir o tempo entre a coleta e o resultado pode mudar a velocidade da decisão clínica.

Na microbiologia, por exemplo, a equipe técnica relatou que determinados processos que anteriormente levavam entre seis e oito horas passaram, com os novos equipamentos, a ficar disponíveis em aproximadamente três a três horas e meia.

Outro exemplo citado durante a visita foi a investigação de leucemias agudas.

A equipe destacou que hoje existem profissionais capacitados para esse tipo de diagnóstico localmente e que, em determinados casos, os resultados podem ser liberados em menos de 24 horas.

  • Na etapa pré-analítica, quatro equipamentos conseguem processar até 1,4 mil tubos por hora cada.
  • Na bioquímica, máquinas chegam a realizar até mil testes por hora. É nesse grupo que entram exames familiares ao público, como glicose, colesterol e marcadores de função renal.
  • Na imunoquímica, que inclui análises de hormônios e determinados marcadores tumorais, nove equipamentos podem processar até 300 testes por hora cada.
  • Há ainda áreas dedicadas a hematologia, coagulação, microbiologia, citometria de fluxo e biologia molecular.

Vedolin resumiu essa relação ao falar sobre aquilo que motivou o desenho do novo núcleo. Segundo ele, foram também os próprios médicos parceiros que estimularam a companhia a pensar uma estrutura capaz de ampliar o acesso e a complexidade diagnóstica em Brasília. “São vocês, médicos e médicos parceiros, que nos provocaram a sonhar lá atrás e construir um projeto como esse”, disse Leonardo Vedolin.

Roberto Cury, vice-presidente de Negócios e Experiência do Cliente da Dasa, descreveu as amostras de forma menos técnica. Chamou-as de “gotas de vida”.

“Essas gotas de vida são responsáveis por um diagnóstico, por uma resposta, seja de prognóstico ou terapêutica, para esses pacientes”, afirmou.

Para ele, a jornada começa muito antes de a amostra entrar na máquina. Começa no agendamento, passa pela coleta, pela análise e termina quando o resultado chega ao paciente e ao médico.

Parque tecnológico completo

A Dasa possui atualmente 24 núcleos técnico-operacionais e processa mais de 450 milhões de exames por ano. Até 2027, 18 dessas estruturas passam por renovação tecnológica, em um programa que prevê a instalação de mais de 400 equipamentos.

Um dos pontos mais relevantes do NTO de Brasília é justamente a capacidade que ainda não está sendo usada. A estrutura foi desenhada para ampliar o volume de processamento até 5 milhões de exames sem a construção de uma nova área física.

Linaldo Vilar, diretor de Produção da Dasa, explica que a vantagem também está na maneira como o NTO começa a funcionar.

“O novo núcleo entra em operação já com o parque tecnológico completo, sem o período de transição gradual, comum em modernizações de unidades já existentes”, afirmou.

Isso permite que Brasília comece a operar dentro do padrão adotado nos grandes NTOs da companhia.

Para Rafael Lucchesi, o movimento também representa uma mudança de fase da Dasa.

“A gente arrumou a casa em 2023 e 2024 e, a partir de 2025, realizamos uma volta para o foco em diagnósticos, com uma ambição muito alta de voltar para o nosso centro de excelência”, disse.

Uma parceria que envolve centenas de equipamentos

Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica Brasil, classificou o projeto como um dos maiores movimentos já conduzidos pela companhia em parceria com a Dasa.

Segundo ele, a implantação nacional envolve mais de 400 módulos, 18 unidades e dezenas de profissionais das duas empresas. “É necessário darmos as mãos e juntarmos todas as disciplinas para conseguirmos fazer coisas incríveis acontecerem”, afirmou.

Martins contou que o projeto exigiu meses de planejamento, cálculos e trabalho conjunto entre as equipes. “Hoje estamos celebrando porque conseguimos ver o impacto na vida real, ver a execução desse projeto acontecendo,” pontuou Carlos Martins.

A Roche fornece parte importante da plataforma instalada em Brasília, principalmente nas áreas de bioquímica, imunoquímica e biologia molecular.

Tecnologia não substitui a história de quem está ali

Entre tantos números, um dos momentos mais humanos da inauguração ocorreu quando Janderson Oliveira foi homenageado durante a cerimônia.

Ele entrou em um laboratório de Brasília há mais de 30 anos, com apenas 19 anos, como auxiliar de triagem. Passou pelo setor de bioquímica, formou-se em Biologia e cresceu profissionalmente junto com a operação local.

Durante um programa de formação de lideranças, anos atrás, foi convidado a imaginar o laboratório do futuro. Pensou em um prédio automatizado, moderno e com equipes integradas.

“Hoje, caminhando aqui pelo NTO, percebo que aquela visão que eu tinha se tornou realidade e, de certa forma, foi muito além do que eu havia imaginado”, contou. A fala ganhou peso porque ele próprio acompanhou a transformação de um modelo mais manual para uma operação cada vez mais automatizada.

“Tecnologia é importante, inovação é importante, excelência e qualidade são importantes, mas tudo isso é feito por pessoas”, afirmou Lucchesi.

Vedolin lembrou que, apesar da escala, o compromisso fundamental continua sendo médico. “Qualidade e segurança são nossos princípios inegociáveis.”

E é justamente aí que a inauguração deixa de ser apenas uma expansão física. Brasília ganha uma estrutura capaz de receber amostras de uma área muito maior do país, processar mais exames localmente e ampliar a complexidade das análises realizadas na região.

Para o paciente, provavelmente pouca coisa será visível. Ele continuará entrando em uma unidade, fazendo a coleta e esperando o resultado.

Nos bastidores, porém, haverá uma engrenagem de milhares de metros quadrados trabalhando para que o caminho entre essas duas pontas seja mais curto e eficiente.

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