Delegada investigada pode ter visto Milton Leite 7 dias antes de operação

17 de Out de 2026 - 15:20
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Delegada investigada pode ter visto Milton Leite 7 dias antes de operação

Sete dias antes da operação que revelou suspeitas de regalias concedidas a , uma mulher com características semelhantes às da delegada seccional de Mogi das Cruzes, Margarette Barreto, esteve na unidade policial onde o ex-presidente da está preso. Na mesma ocasião, uma pessoa parecida com o político foi retirada da carceragem e levada a uma área restrita.

A movimentação, registrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em 9 de outubro, consta de uma decisão judicial obtida com exclusividade pela coluna. A coluna apurou que Margarette é investigada pela . A defesa dela não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.

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Vereador Milton Leite (União Brasil)

Vereador Milton Leite (União), presidente da Câmara de São Paulo

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O presidente da Câmara Municipal, Milton Leite

Quase uma hora fora da cela

Por volta das 13h20, uma viatura descaracterizada chegou ao 1º DP de Mogi das Cruzes. Dela desembarcaram dois homens e uma mulher com características semelhantes às da delegada seccional.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), um dos homens entrou na cadeia e retornou acompanhado de uma pessoa com características compatíveis com as de Milton Leite.

Essa pessoa foi conduzida à área administrativa restrita, onde permaneceu por quase uma hora antes de retornar à carceragem. Pouco depois, a mulher deixou a unidade na mesma viatura.

Na decisão, a Justiça descreve a movimentação como um aparente encontro previamente ajustado. O documento não confirma a identidade da mulher nem se ela participou do possível encontro.

Suspeita de informação privilegiada

A coluna apurou que o episódio reforçou suspeitas de que Milton Leite possa ter tido acesso a informações privilegiadas antes da Operação Vectura Corrupta, deflagrada em 17 de setembro.

Na ocasião, o ex-vereador não foi localizado pelos policiais encarregados de prendê-lo. Ele negou estar foragido e se apresentou à Polícia Civil somente no dia seguinte, em Mogi das Cruzes.

Outro ponto considerado na apuração é que o delegado responsável pelo pedido de prisão do político é subordinado à delegada seccional investigada.

Até o momento, não há comprovação oficial de vazamento de informações sigilosas. A decisão judicial obtida pela coluna também não aponta a delegada como responsável por eventual repasse dessas informações.

Operação contra regalias

Na sexta-feira (16/10), o Gaeco deflagrou a Operação Custódia (In)Fiel, que investiga visitas irregulares e possíveis favorecimentos na cadeia de Mogi das Cruzes.

Durante as buscas, foram apreendidos cerca de R$ 155 mil e US$ 10 mil com o carcereiro Jaércio da Cunha Braga e em sua residência. Ele é suspeito de facilitar regalias aos presos.

A defesa de Milton Leite nega que ele tenha recebido tratamento privilegiado na unidade.