Demitidos das Casas Bahia esperam para fechar acordo e obter rescisões
Cerca de 4,5 mil trabalhadores estão à espera de seus pagamentos. Parte deles já tem resposta, mas outros esperam manisfestação da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para fechar acordo e receber rescisões.
Do total de dispensados em meio à recuperação judicial da empresa, 65,6% são representados pela CNTC; 13,3% pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT e 20,1% por outras confederações.
A Contracs/CUT se manifestou favorável à proposta apresentada pelo Grupo Casas Bahia para o pagamento dos dispensados em agosto, após o pedido de recuperação judicial da companhia.
O acordo, no entanto, segue travado para 65,6% dos dispensados por falta de resposta da CNTC. Mesmo sendo autora da ação na Justiça trabalhista, a confederação ainda não se manifestou sobre o acordo.
Com isso, os demitidos continuam sem receber as verbas rescisórias. As confederações deveriam apresentar resposta até esta terça-feira (06/10), para que a empresa pudesse iniciar os pagamentos.
No entanto, somente a Contracs se posicionou a favor dos termos. A proposta foi formalizada na sexta-feira (2/10), em reunião de mediação na Justiça do Trabalho, em Brasília, com a participação das duas confederações e do Ministério Público do Trabalho (MPT).
Proposta
A proposta de acordo contempla o pagamento integral das verbas rescisórias, da multa prevista no artigo 477 da CLT e de um valor adicional a título de dano moral.
As negociações tiveram início no fim de agosto. Desde então, os trabalhadores aguardam o pagamento. Não há data definida para a conclusão do acordo.
A coluna tentou entrar em contato com a CNTC de diversas maneiras, por dois dias consecutivos. O número 3127-7100 disponibilizado no site da confederação não funciona. Há uma opção para digitar números por áreas, mas ninguém atende até a ligação cair. Não há ainda e-mail disponível no portal da instituição. Caso a confederação deseje se manifestar, o espaço segue aberto.