O que mostra a primeira pesquisa Datafolha para presidente no 2º turno
O instituto Datafolha divulgou nesta quinta-feira (8) sua primeira pesquisa para a disputa para presidente da República nas eleições 2026 no segundo turno. A votação será em 25 de outubro. Considerando os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro (PL) tem 52% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 48%. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais entre os dois candidatos.
Na última pesquisa Datafolha antes do 1º turno, publicada na véspera da votação (3 de outubro), Lula aparecia com 45% das intenções de votos válidos e Flávio registrava 42%, com margem de erro de 2 pontos percentuais. Nas urnas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula 45,16%.
Pesquisa de 2º turno para presidente da República em 2026
O levantamento apresentou um cenário espontâneo (quando os nomes dos candidatos não são mostrados antes para o entrevistado) e um cenário estimulado (quando a lista com os nomes dos concorrentes é apresentada antes da resposta) de segundo turno.
Flávio e Lula empatam em cenário estimulado - votos totais
Cenário estimulado - votos válidos
Metodologia das pesquisas citadas:
Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.
Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.