Deputada dos EUA chama Lula e Sánchez de corruptos e fala em “liberdade” pós-eleições

16 de Out de 2026 - 15:20
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Deputada dos EUA chama Lula e Sánchez de corruptos e fala em “liberdade” pós-eleições

A deputada federal americana María Elvira Salazar, do Partido Republicano, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do governo da Espanha, o socialista Pedro Sánchez, de “socialistas corruptos”, ao criticar o apoio do segundo ao primeiro na eleição presidencial brasileira.

Salazar escreveu a mensagem no X em resposta a um post de Sánchez endossando o petista na disputa no segundo turno com Flávio Bolsonaro (PL), marcado para o dia 25.

“Dois socialistas corruptos, cada vez menos populares em seus respectivos países, apoiando-se mutuamente”, escreveu a parlamentar.

“Se Deus quiser, este ano a Espanha e o Brasil poderão abrir um novo capítulo de liberdade!”, afirmou, fazendo referência às eleições nos dois países – a eleição geral na Espanha, marcada para 2027, foi antecipada este mês por Sánchez para 29 de novembro.

María Elvira Salazar é crítica do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e apoia a família Bolsonaro – quando o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, foi condenado no ano passado a 27 anos de prisão por acusações de tentativa de golpe de Estado, ela falou que se tratou de “um dia sombrio e vergonhoso para a democracia brasileira”.

Antes da manifestação sobre Lula desta semana, ela escreveu em agosto no X que “para que nosso hemisfério esteja seguro e unido contra os narcotraficantes, Lula da Silva precisa perder em outubro”.

“É hora de unir a América Latina em torno de líderes fortes, que conduzam nosso continente rumo à prosperidade, à segurança e à democracia — e não ao socialismo e à condescendência com o crime. O Brasil pode liderar esse caminho”, escreveu naquela ocasião.

Nesta semana, o Partido Democrata denunciou em comunicado que uma mensagem de apoio do presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, a Salazar representou uma “ingerência” de um líder estrangeiro nas eleições de meio de mandato presidencial americanas de 2 de novembro.

A republicana busca a reeleição como representante do estado da Flórida na Câmara federal.