Derrite contraria PP e rejeita apoio à reeleição de Alcolumbre no Senado

29 de Out de 2026 - 19:30
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Derrite contraria PP e rejeita apoio à reeleição de Alcolumbre no Senado

O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) afirmou que não votará pela reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado. A declaração contraria a decisão da Federação União-Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, que oficializou apoio à recondução do atual presidente da Casa.

Derrite anunciou sua posição nas redes sociais na quarta-feira (28) e defendeu que os senadores de oposição se articulem em torno de um único candidato para disputar o comando do Senado em fevereiro de 2027.

"Já declarei inúmeras vezes durante a campanha e venho aqui declarar publicamente aos mais de 13 milhões de eleitores aqui do estado de São Paulo que votaram em mim: não votarei em Davi Alcolumbre para presidência do Senado", afirmou Derrite.

Entre os nomes que considera viáveis estão os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS).

O parlamentar eleito afirmou que pretende votar em um representante do campo conservador e criticou a atuação de Alcolumbre diante dos pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na avaliação de Derrite, o Senado precisa exercer suas prerrogativas constitucionais e escolher um presidente comprometido com as pautas defendidas pela oposição.

A federação entre PP e União Brasil terá 12 senadores na próxima legislatura.

Damares rejeita acordo por anistia a Bolsonaro

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também descartou apoiar a reeleição de Alcolumbre em troca de uma eventual anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ou aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em declaração à Folha de S.Paulo, Damares criticou a possibilidade de negociar a situação dos condenados em troca de apoio político ao atual presidente do Senado.

“Creio que não temos acordo de trocar vidas por poder. Chega a ser asqueroso”, declarou.

A senadora afirmou que continuará defendendo a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, além da abertura de processos de impeachment contra ministros do STF e de comissões parlamentares de inquérito (CPIs).

“Vamos trabalhar pela anistia de todos os presos políticos, o impeachment de alguns ministros da Suprema Corte, CPMIs e CPIs como Banco Master, Roberta Luchsinger, Correios”, afirmou.

Em outra declaração, Damares disse que a oposição não pretende negociar a situação de Bolsonaro em troca de espaço político.

“Não, ninguém vai negociar a vida do presidente da República por poder, não. A gente vai lutar pelo que é direito nosso, anistia e impeachment, sem negociar a vida de ninguém”, declarou.