Durigan assina aval do Tesouro para socorro de R$ 7 bilhões aos Correios
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assinou, nessa terça-feira (27/10), um despacho com o aval do Tesouro Nacional para a tomada de um empréstimo de R$ 7 bilhões pelos Correios. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quarta-feira (28/10).“Autorizo a concessão da garantia da União, ressalvada a necessidade de verificação, pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, do disposto no art. 2º, § 6º, incisos II e III, da Portaria Normativa MF nº 500, de 2 de junho de 2023”, diz trecho do despacho.A formalização do aval do Tesouro para o empréstimo de R$ 7 bilhões destinado aos Correios era esperada desde setembro deste ano.A operação está sendo estruturada com um consórcio de quatro bancos privados – Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan -, e dependia de aval do Tesouro Nacional, que atuará como garantidor da dívida. Leia também BrasilTrabalhadores dos Correios encerram greve após 15 dias de paralisação BrasilTST diz que greve dos Correios não é abusiva, mas prevê compensação EconomiaTST suspende julgamento de dissídio dos Correios e greve continua BrasilTST julga greve dos Correios após impasse sobre plano de saúde A expectativa é que o crédito tenha prazo de até 15 anos, com período de carência de três anos e custo atrelado a cerca de 114% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).O novo financiamento dá sequência à estratégia da empresa para recompor o caixa após perdas acumuladas. Em 2025, os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões, e, apenas no primeiro semestre de 2026, o resultado negativo somou mais de R$ 5,5 bilhões.RecuperaçãoA captação integra um plano mais amplo de recuperação, que previa originalmente até R$ 20 bilhões em empréstimos.Em dezembro de 2025, a estatal já havia contratado uma primeira operação de R$ 12 bilhões com garantia da União, utilizada para reforçar a liquidez e honrar compromissos como pagamento de salários e fornecedores.Além da nova dívida, o plano de reestruturação inclui medidas de redução de despesas, aumento de receitas e venda de ativos. A empresa também aposta em programas de desligamento voluntário e revisão de contratos para melhorar o resultado operacional.