Entenda por que Flamengo foi contra redução do limite de estrangeiros em reunião da CBF
Clube foi um dos dois a votar contra a medida, aprovada pela maioria dos clubes nesta segunda-feira
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O foi um dos dois clubes a votar contra a redução de estrangeiros relacionados nos jogos a partir de 2027. Durante a reunião nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, o presidente Bap argumentou os motivos do clube e sugeriu que o limite de jogos para a transferência de um jogador dentro do Brasileirão também entrasse em pauta.
Quando propuseram o limite menor de atletas de fora do país, Bap afirmou que os clubes ficam muito limitados de contratar bons nomes, recorrendo a mercados fora do Brasil, por conta do limite de 12 jogos que hoje é regra. Por isso, pediu uma votação também para uma flexibilizar essa restrição.
A CBF, porém, não quis abrir esse pleito porque não estava anteriormente na pauta. Como contrapartida, o presidente do decidiu votar contra o limite de estrangeiros e aumento gradual da inscrição dos jovens, já que a CBF quer um aumento de atletas sub-23 nas listas dos clubes. Inicialmente, Bap não seria contrário às duas medidas. A entidade prometeu avaliar mais para frente a sugestão do dirigente.
Também foi considerado um ponto negativo por parte do presidente rubro-negro que as medidas vieram de “cima para baixo”. A CBF soltou as duas pautas sem um aviso prévio. De qualquer forma, haverá um novo encontro entre a entidade e os clubes no mês que vem para seguir debatendo questões do futebol brasileiro.
Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo. — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Entenda o que mudará
Atualmente, um clube pode relacionar até nove jogadores estrangeiros por partida. A proposta da CBF aprovada pelos clubes prevê iniciar a redução com oito estrangeiros, em 2027, e chegar ao limite de cinco, em 2030. O objetivo da mudança gradual é evitar um impacto negativo nos clubes, considerando contratos já assinados. Bahia e votaram contra a mudança.
O atualmente tem 10 jogadores estrangeiros. São eles Rossi, Varela, De la Cruz, Saúl, Pulgar, Arrascaeta, Plata, Valencia, Joaquín Freitas e Carrascal.
Também foi aprovada uma mudança nas inscrições de jogadores para fomentar a formação dos jovens. A partir do ano que vem, os elencos poderão inscrever 50 atletas no Brasileirão, sendo que pelo menos 20 deles precisam ter até 23 anos. A ideia é que essa mudança também seja gradual e que, em 2030, a proporção seja de 25 jogadores de idade livre e 25 com menos de 23 anos.
Um dos fatores observados foi a média de idade dos jogadores do Brasileirão, de 28,5 anos, acima de outras ligas de destaque como Espanha (27), França (26) e Itália (26,1). Na visão da CBF, essa diferença leva a uma queda de desempenho dos atletas no país.
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