Flamengo explica ação que tenta reverter eliminação na Libertadores: "Garantir que regras valham para todos"
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Flamengo aciona Conmebol por escalação irregular de Marcos Rojo
O emitiu uma nota oficial na noite deste sábado para explicar sua ação no caso Marcos Rojo, do Estudiantes. No comunicado, o clube alegou que foi incluído como parte do processo na Corte Arbitral do Esporte (CAS) pelo próprio time argentino e que avisou antes da semifinal que se o jogador fosse escalado iria reivindicar os pontos da partida. Na ocasião, o time rubro-negro foi eliminado na semifinal após perder por 3 a 2 nos pênaltis.
— Chamado a integrar um processo que não iniciou, o agiu apenas para preservar seus direitos. Antes da partida semifinal, informou ao CAS, em manifestação também comunicada ao Estudiantes, que, se o atleta fosse escalado, apresentaria a reclamação prevista no regulamento. O clube argentino, portanto, entrou em campo ciente dessa consequência, além do alerta já feito pelo próprio CAS. Após o jogo, o apresentou a reclamação dentro do prazo, nos termos do artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, e pediu que o caso seja decidido antes da final da competição. Não se trata de buscar resultado fora de campo. Trata-se de garantir que as regras de uma competição internacional valham igualmente para todos os clubes, de todos os países — diz trecho da nota.
Marcos Rojo lamenta chance perdida em Flamengo x Estudiantes — Foto: Buda Mendes/Getty Images
O conta com um precedente da Conmebol em sua tentativa de mudar nos tribunais a classificação para a final da Libertadores, por uma suposta escalação irregular de Marcos Rojo, do Estudiantes. .
O artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol diz que, em caso de escalação indevida de um jogador, "qualquer equipe cuja responsabilidade se determina o resultado de uma partida, será considerada perdedora desse encontro por 3 a 0" (veja na imagem abaixo, retirada do documento em espanhol).
Artigo do Código Disciplinar da Conmebol sobre escalação irregular de jogador — Foto: Reprodução
Veja a nota na íntegra:
"O Clube de Regatas do esclarece que não deu início a nenhum procedimento relativo à inscrição do atleta Marcos Rojo pelo Club Estudiantes de La Plata na CONMEBOL Libertadores 2026.
Em 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à CONMEBOL a inclusão do atleta em sua lista para a semifinal, em substituição a um jogador lesionado. O período de inscrições ("janela de transferências") na Argentina estava encerrado desde 2 de setembro, e o atleta havia disputado partidas oficiais pelo Racing até 27 de setembro.
A CONMEBOL, organizadora da competição, que sempre zelou com rigor pelo cumprimento de seus regulamentos e pela integridade de seus torneios, analisou o pedido e consultou a FIFA. A FIFA esclareceu que suas regras sobre períodos de inscrição são de aplicação obrigatória também nas transferências nacionais e não admitem exceções além das previstas em seu regulamento. Com base nisso, a CONMEBOL recusou a substituição em 14 de outubro e manteve a recusa em 15 de outubro, ou seja, antes do jogo de volta da semifinal. Essas regras são de observância obrigatória por todas as associações e conhecidas e aceitas por todos os clubes ao se inscreverem no torneio. O não participou de nenhuma dessas etapas.
Inconformado, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) e indicou o , seu adversário na semifinal, como parte no processo. Foi assim, em 16 de outubro, que o foi chamado ao caso. Em 21 de outubro, o CAS autorizou provisoriamente a participação do atleta, mas negou o pedido do Estudiantes para afastar as consequências esportivas e disciplinares que possam decorrer da decisão final. Os riscos dessa escolha ficaram com o clube argentino e o jogador.
Chamado a integrar um processo que não iniciou, o agiu apenas para preservar seus direitos. Antes da partida semifinal, informou ao CAS, em manifestação também comunicada ao Estudiantes, que, se o atleta fosse escalado, apresentaria a reclamação prevista no regulamento. O clube argentino, portanto, entrou em campo ciente dessa consequência, além do alerta já feito pelo próprio CAS. Após o jogo, o apresentou a reclamação dentro do prazo, nos termos do artigo 24.1.b do Código Disciplinar da CONMEBOL, e pediu que o caso seja decidido antes da final da competição.
Portanto: (i) antes do jogo de volta da semifinal, a CONMEBOL, após consulta à FIFA, negou por duas vezes o pedido do Estudiantes para inscrever o atleta; (ii) foi o Estudiantes quem recorreu ao CAS para obter a liberação do atleta, incluindo o como parte no processo; e, (iii) antes do jogo, o CAS negou ao Estudiantes a pretendida garantia de que a escalação do atleta não traria consequências esportivas e disciplinares.
Não se trata de buscar resultado fora de campo. Trata-se de garantir que as regras de uma competição internacional valham igualmente para todos os clubes, de todos os países.
O reitera seu profundo respeito ao CAS e à CONMEBOL, instituições cuja atuação é essencial para a integridade, a segurança jurídica e o equilíbrio do futebol internacional, bem como ao Estudiantes, clube de reconhecida tradição. Confiante na condução responsável e criteriosa do processo por parte da CONMEBOL, o aguardará com serenidade a decisão final e a acolherá com o respeito institucional que sempre pautou sua atuação e que espera de todos os participantes.
Clube de Regatas do
Rio de Janeiro, 24 de outubro de 2026".
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