Gol corta voos por causa da disparada do combustível de aviação
A companhia aérea Gol confirmou nesta quarta-feira (14) a suspensão de quatro voos internacionais e três domésticos por causa da disparada do preço do QAV, o querosene de aviação que representa 40% dos custos operacionais. Apenas neste ano, o combustível disparou 53% nas refinarias da Petrobras como reflexo da cotação no exterior por causa da guerra no Oriente Médio.
Segundo a empresa, as rotas suspensas são:
A Gol afirmou que a suspensão das rotas foi necessária após o querosene de aviação dobrar de preço e representar 40% dos custos operacionais da companhia.
“A GOL está ajustando rotas, com redução e/ou suspensão da operação em alguns trechos. O planejamento de malha é um processo dinâmico e contínuo no setor de aviação comercial e ocorre rigorosamente de acordo com as necessidades da operação como um todo, sem qualquer distinção ou priorização regional por parte da Companhia”, afirmou.
Para compensar as rotas que deixam de ser atendidas pela companhia, a Gol afirmou que segue “garantindo opções de conectividade” aos passageiros através de voos de conexão ou em parceria com outras empresas parceiras através de mais de 60 acordos de compartilhamento.
Apenas neste ano, o QAV já subiu R$ 1,94 por litro, fazendo o preço médio do combustível saltar para R$ 6,242 após o último reajuste de 11,76% aplicado pela Petrobras em outubro. Segundo a estatal, o reajuste ocorreu por causa da disparada do petróleo e derivados no mercado internacional após o início do conflito militar envolvendo os Estados Unidos, Israel e Irã.
Ao longo do ano, companhias aéreas como a Azul e a Latam também fizeram ajustes pontuais em suas malhas aéreas, chegando a 5% na primeira e até 3% na segunda.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontou que, somadas as medidas de contenção das três gigantes, quase 10 mil voos programados foram limados do mercado nacional em um período de apenas três meses. A estimativa geral do setor é de que o encarecimento do QAV resulte em uma retração de até 21% nas viagens aéreas internas, acompanhada de aumentos de até 30% nas tarifas das rotas remanescentes