Grupos comunistas, socialistas e “antifascistas” estão por trás de protestos na Europa, diz emissora

20 de Out de 2026 - 18:00
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Grupos comunistas, socialistas e “antifascistas” estão por trás de protestos na Europa, diz emissora

Uma investigação da emissora americana Fox News divulgada nesta terça-feira (20) identificou 101 organizações, entre elas grupos comunistas, socialistas e autodenominados "antifascistas", envolvidas na organização, no apoio ou na divulgação de protestos violentos que se espalham pela Europa. O levantamento reúne entidades de nove países e foi publicado após a onda de violência ocorrida na França, onde manifestações terminaram em saques, incêndios e confrontos com a polícia no final de semana.

O levantamento mostra que os grupos também estão preparando novas mobilizações para os próximos dias. Nesta segunda-feira (19), a Fox News já havia identificado 54 organizações ligadas aos protestos franceses. O número subiu para 101 com a inclusão de movimentos internacionais que apoiam ou divulgam os atos. Apenas 33 são liderados por estudantes ou jovens.

Entre as organizações identificadas estão o Partido Comunista Francês, o Novo Partido Anticapitalista (NPA), o movimento socialista Révolution Permanente e grupos antifascistas como o Action Antifasciste 16 e o Caen Antifa Squad. A relação também inclui sindicatos, organizações pró-Palestina e movimentos que defendem mudanças no sistema econômico europeu.

Na França, os organizadores convocaram uma nova onda de manifestações para o próximo sábado (24), chamada de "Ato II". Segundo a Fox News, um mapa divulgado pelos responsáveis pela mobilização já reunia 212 ações planejadas em diferentes regiões do país.

O site utilizado para divulgar os protestos também cobra a saída do presidente Emmanuel Macron do poder.

"Macron deve sair e dar lugar ao povo!", afirma a convocação, que acusa o governo francês de ignorar as reivindicações populares e critica as medidas policiais adotadas após os distúrbios.

A investigação também identificou organizações de esquerda que preparam uma paralisação estudantil internacional para 20 de novembro. O movimento reúne grupos da Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha e outros países europeus, com propostas de greves, manifestações, bloqueios e ocupações.

O manifesto da mobilização critica o capitalismo, rejeita o aumento dos gastos militares e defende a dissolução da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). No Reino Unido, o Socialist Students, um dos movimentos envolvidos, declara abertamente sua orientação ideológica.

"Nossa luta pelo socialismo é baseada no marxismo", afirma a organização em uma publicação sobre a preparação da paralisação.