Hong Kong determina internação psiquiátrica de aposentada que pediu independência do território

16 de Out de 2026 - 09:30
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Hong Kong determina internação psiquiátrica de aposentada que pediu independência do território

O Tribunal de Magistrados de West Kowloon, em Hong Kong, condenou nesta sexta-feira (16) uma aposentada de 61 anos a três meses de internação em um hospital psiquiátrico por acusações de “sedição”.

Segundo informações do site independente Hong Kong Free Press, Yang Chau-ki havia sido acusada de exibir materiais sediciosos entre março e novembro de 2024 em uma parede do lado de fora do seu apartamento, no bairro de Tin Shui Wai.

Entre eles, estavam uma bandeira de Hong Kong da época em que o território era uma colônia britânica, um cartaz com o slogan dos protestos por democracia de 2019 e 2020 — “Libertem Hong Kong, Revolução de Nossos Tempos” — e outro com os dizeres: “Expulsem o Partido Comunista, expulsem os seguranças ‘lixo’ vindos da China continental”.

De acordo com o Hong Kong Free Press, um laudo psiquiátrico solicitado pelo tribunal apontou que Yang sofreria de esquizofrenia e transtorno delirante. Porém, a mulher declarou compreender a acusação e os trâmites legais e foi considerada apta a responder ao processo.

A Justiça de Hong Kong declarou a aposentada culpada, mas acatou a recomendação do laudo psiquiátrico de determinar uma medida de internação hospitalar – caso fosse condenada à prisão, Yang poderia ter recebido uma pena de sete anos, com base em uma lei de segurança nacional imposta pela China após os protestos por democracia de 2019 e 2020.

Durante o julgamento, Yang declarou que não tinha a intenção de incitar outras pessoas e que apenas queria expressar sua insatisfação com um segurança que trabalhava no seu prédio, alegando que ele foi rude e teria cometido assédio sexual e agressão física contra ela, depois que a aposentada registrou uma reclamação e denunciou o caso à polícia.

Yang afirmou que decidiu realizar os protestos porque o segurança, oriundo da China continental, não foi demitido. A aposentada também argumentou que os materiais foram expostos em área privada.