O que mostra a pesquisa PoderData/Aya para presidente a 9 dias do segundo turno
O instituto PoderData divulgou nesta sexta-feira (16) uma nova pesquisa para a disputa de presidente da República no segundo turno das eleições 2026. Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) estão numericamente empatados: cada um tem 50% das intenções de voto válido.
Na última pesquisa PoderData antes do 1º turno, publicada em 3 de outubro, Lula aparecia com 45% das intenções de votos válidos e Flávio registrava 43%, com margem de erro de 1,5 ponto percentual. Nas urnas, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos; Lula 45,16%.
Pesquisa PoderData/Aya de 2º turno para presidente em 2026
A pesquisa PoderData fez um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes dos concorrentes). O resultado está apresentado em votos válidos. Neste caso, o cálculo exclui os eleitores que declaram voto branco ou nulo e aqueles que não sabem ou não responderam e é como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza os votos nas urnas.
Cenário estimulado - votos válidos
Metodologia das pesquisas citadas:
Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais
A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.
Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.
Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.