Janones descarta ministério com Lula: "Seria minha zona de conforto"
O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou, neste domingo (1º/11), que não pretende assumir nenhum ministério durante o novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Um ministério seria minha zona de conforto”, explicou.Veja:Porque não desejo ser ministro ? Porque não posso ter as amarras da liturgia de um cargo nem ficar preso em compromissos burocráticos!O único lugar aonde eu conseguirei entregar ao Presidente Lula EXATAMENTE o mesmo que entreguei neste segundo turno, é na câmara dos deputados! Um ministério seria minha zona de conforto, mas o que eu quero é ajudar o presidente com o exército para que ele tenha a melhor avaliação de um mandato de toda a vida dele!— André Janones (@AndreJanonesMG) November 2, 2026Em uma publicação no X, Janones destacou que não desejar ocupar o cargo de ministro pois não pode ficar preso em compromissos burocráticos. Leia também BrasilJanones critica vaidades na esquerda sobre vitória de Lula: “Uma merda” MundoCriado por Janones, “Exército do Lula” inspira canais em outros países Minas GeraisJanones diz que recusou milhões para vender curso de estratégia digital Matheus LeitãoBolsonaro criou herdeiros nas redes, Lula não. Janones quer mudar isso “O único lugar onde eu conseguirei entregar ao Presidente Lula exatamente o mesmo que entreguei neste segundo turno, é na Câmara dos Deputados!”, afirmou.Exército do LulaO canal “Exército do Lula”, possui cerca de 10,5 milhões de seguidores e foi criado pelo parlamentar logo após o fim do primeiro turno das eleições gerais para ajudar na campanha de Lula. No canal, Janones envia ordens aos “guerreiros do presidente Lula” para realizar ações no âmbito digital.A movimentação mostra que Janones pretende manter a estrutura criada durante a campanha. O canal superou 10 milhões de seguidores na sexta-feira (23/10), dois dias antes do segundo turno, depois de crescer rapidamente com as chamadas “missões” — orientações para compartilhar conteúdos, ampliar buscas e impulsionar publicações favoráveis a Lula.Integrantes do governo avaliam que é positivo manter a mobilização ativa durante o novo mandato, inclusive como instrumento de apoio diante de um Congresso mais de direita.