João Martins avalia eficácia do Palmeiras contra o Bahia e analisa o Dérbi: "É mais um jogo"

9 de Out de 2026 - 02:00
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João Martins avalia eficácia do Palmeiras contra o Bahia e analisa o Dérbi: "É mais um jogo"

Auxiliar de Abel Ferreira comentou sobre o desafio de escalar o Verdão, que teve oito convocados para a Data Fifa, no retorno ao Brasileirão e analisou vitória: "O que era preciso para os três pontos"

Veja a entrevista de João Martins depois da vitória do Palmeiras sobre o Bahia

O auxiliar técnico João Martins, que substituiu o treinador Abel Ferreira à beira do gramado na vitória do sobre o Bahia, nesta quinta-feira, avaliou a eficácia alviverde diante do visitante e já comentou sobre a partida contra o Corinthians, marcada para o próximo domingo.

— Conseguimos vê-los de frente, ter uma boa estratégia, houve uma pressão no fim, o resultado estava curto, tivemos oportunidade para fazer o segundo, talvez o terceiro, aí a história seria outra. Mas quando a eficácia não é o preponderante do jogo, temos que defender, organizarmos e fazer o que for preciso para os três pontos — analisou Martins.

Contra o Bahia, o fez 26 finalizações, sendo 14 delas no alvo. O gol que definiu a vitória alviverde saiu logo no início do confronto, aos seis minutos da primeira etapa.

— Às vezes, é preciso por 10 ou 15 minutos defender bem, soubemos defender bem. Hoje foi o que era preciso para os três pontos. Temos que dar parabéns ao adversário que está a fazer um excelente trabalho.

Palmeiras 1 x 0 Bahia | Melhores momentos | 29ª rodada | Brasileirão 2026

João Martins também analisou o Dérbi, que será realizado no próximo domingo, na casa palmeirense. De acordo com o auxiliar, a partida será tratada como as demais disputadas pelo Verdão.

— O jogo do Corinthians é mais um jogo para nós, não vamos fazer nada mais ou nada menos do que fizemos contra o Bahia. Nos deixa... não é desiludido ou desanimados, mas alguns clubes só se mobilizam em alguns tipos de jogos — afirmou.

— No , somos obrigados a andar sempre no limite. Não posso andar no limite só quando jogo contra Corinthians, São Paulo ou Santos e depois perder os outros jogos, ir a Curitiba e perder por 2 a 0, por exemplo

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O auxiliar também comentou a maneira como o lidou com o desafio de escalar o time mesmo com tantos desfalques de convocados para a Data Fifa. Oito atletas do elenco profissional estiveram fora com suas seleções durante o período e retornaram durante esta semana.

— Fizemos a nossa avaliação, pesamos prós e contras, tentamos decidir os melhores para esse jogo. Tivemos conversas com eles, com Arias, Mauricio, Gómez, Sosa, que chegaram mais cedo, esses foi mais fácil de decidir — explicou.

Na opinião de Martins, o calendário brasileiro dificulta o retorno dos convocados para as seleções, que tem que atuar logo depois das disputas com suas equipes nacionais.

— Sabemos que o calendário não permite o jogo pós-data Fifa ser no final de semana, como acontece nas outras partes do mundo. Aqui, para cumprir todas as datas, temos que jogar no meio de semana. No mundo ideal e certo, não haveria esse jogo, jogaríamos apenas sábado ou domingo, como acontece nas outras ligas. Mas nos dá outra adrenalina, outra experiência, outro aprendizado, nos tornamos mais fortes assim.

João Martins em Palmeiras x Bahia — Foto: Cesar Greco / Palmeiras

Veja outras respostas do auxiliar João Martins:

O sistema deste jogo será mantido até o fim da temporada?
— Não. Gostamos de olhar para o adversário e ver os pontos fortes. Essa era a equipe que mais criava oportunidades de gol no Brasileirão, equipe hiper ofensiva, que joga muito bem, isso nota-se na classificação. Sabíamos da dificuldades que iríamos ter. Sabíamos que não estaríamos 100% porque alguns jogadores se juntaram ao grupo nessa manhã. Por isso escolhemos a formação com esses jogadores.

Qual a análise do jogo?
— Bahia é uma equipe que sabíamos que tínhamos que ser fortes na primeira pressão, é uma equipe que cria muitas dificuldades com pontas abertos, fortes no um contra um, muitos jogadores por dentro a furar a última linha, por isso optamos por três zagueiros para fechar espaços. Conseguimos vê-los de frente, ter uma boa estratégia, houve uma pressão no fim, o resultado estava curto, tivemos oportunidade para fazer o segundo, talvez o terceiro, aí a história seria outra. Mas quando a eficácia não é o preponderante do jogo, temos que defender, organizarmos e fazer o que for preciso para os três pontos. Às vezes, é preciso por 10 ou 15 minutos defender bem, soubemos defender bem, hoje foi o que era preciso para os três pontos. Temos que dar parabéns ao adversário que está a fazer um excelente trabalho.

Sobre a pressão pós-perdas
— Muitas vezes não se nota na distância percorrida ou na intensidade, nota-se na decisão. Porque o cansaço não é só físico, é mental. Às vezes é engraçado, aparecem muitas imagens no Brasileirão de perda de bola, parece pebolim. Mas muitas vezes é a cabeça que não pensa, o cansaço se apodera, e o corpo só escuta e a cabeça não pensa. Quando se tem essas pausas, nota-se que os jogadores estão mais inteiros, podem correr mais ou menos, mas se vê na capacidade de execução. Esta pausa foi positiva para isso, nota-se que os jogadores finalizam o jogo mais capazes. Vem aí uma sequência muito pesada e temos que lidar com essas adversidades

Sobre o chute na trave de Sosa
— É o que nós gostamos muito de fazer. O Brasil nos ensinou a usar muito o vídeo para fazer correções. Hoje é quinta e jogaremos no domingo, não teremos muita capacidade para executar em treino, então usamos muito o vídeo pra fazer correções. O Abel é exímio nisso. Muitas delas a gente gostaria de corrigir com olhos, ver, executar. Queríamos fazer 10 ou 12 (execuções), mas fazemos duas ou três, não dá para mais. Falta, falta, falta isso, é preciso tempo e não dá. O que fazemos é chamar os jogadores, às vezes individualmente, dizer: "estás vendo aqui? tens tempo, espaço". A informação para entrar no cérebro tem que ver, "olha para a esquerda, para a direita, conduz." Tentamos. Mas no final é o jogador que escuta. Essa bola do Sosa poderia ser diferente, mas mais do que ninguém ele queria fazer bem. Vamos trabalhar mais para melhorar as execuções dos jogadores

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