Justiça absolve deputado eleito Ney Santos por acusação de adulterar arma

8 de Out de 2026 - 17:20
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Justiça absolve deputado eleito Ney Santos por acusação de adulterar arma

São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) absolve por unanimidade o ex-prefeito de Embu das Artes e deputado eleito, Ney Santos (Republicanos) nesta quinta-feira (8/10). O político enfrentava uma acusação de ajudar a adulterar o número de uma arma de fogo na qual já havia sido condenado em primeira instância.Ney foi eleito deputado federal, no domingo (4/10), com 118.566 votos por São Paulo. No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda pode vetar a vaga ao analisar acusação de elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele também já cumpriu pena por abuso de poder econômico.Ao Metrópoles, Ney Santos afirmou confiar que a Justiça iria inocentá-lo no caso da arma de fogo. “Desde o início, sempre afirmei que não tinha conhecimento de qualquer irregularidade e confiei que a Justiça analisaria os fatos com imparcialidade. Hoje, por unanimidade, o Tribunal de Justiça de São Paulo reconheceu a minha inocência. Sigo em frente com a consciência tranquila, renovando meu compromisso de continuar trabalhando pela população e honrando a confiança de todos que caminham ao meu lado”. Leia também São PauloEleito deputado federal, acusado de ser membro do PCC teve 118 mil votos São PauloSuspeitos de matar empresário de 62 anos em Embu das Artes são presos Vinicius PassarelliPreso, Baianinho de Mauá tentou ser deputado, mas teve apenas 7,4 mil votos Distrito FederalCondenado por homicídio, ex-deputado Carlos Xavier é considerado foragido Entenda o casoEm 2019, durante uma viagem para uma agenda oficial no município de Artur Nogueira, Ney Santos estava acompanhado de um motorista que portava uma arma de fogo com numeração adulterada.Na ocasião, seu motorista oficial não pôde acompanhá-lo por estar participando de um compromisso pessoal. Por isso, outro profissional realizou o deslocamento. Ney Santos acabou sendo acusado de coautoria no crime, embora a arma estivesse em poder do motorista.Desde o início, o ex-prefeito sustentou que não tinha conhecimento da irregularidade da arma, afirmando que confiava que o profissional estivesse devidamente habilitado e com a documentação necessária para exercer a função.Em novembro de 2025, Ney Santos havia sido condenado em primeira instância a três anos e nove meses de reclusão. Entretanto, nesta quinta-feira (8/10), os três desembargadores votaram pela absolvição, revertendo a condenação anterior pelo placar de 3 votos a 0.Segundo a defesa, com essa decisão, Ney Santos não possui mais nenhuma condenação judicial mas lida ainda com uma acusação de elo com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O resultado já foi proclamado, e a publicação do acórdão, com os fundamentos da absolvição, é aguardada para os próximos dias.Ney Santos é acusado de envolvimento com o PCCClaudinei Alves dos Santos, conhecido como Ney Santos, é réu por comando de organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Cumpriu pena por abuso de poder econômico.O ex-prefeito teve a candidatura a deputado federal autorizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), após votação de 3 a 2, em 15 de setembro. O Ministério Público Eleitoral (MPE) havia entrado com impugnação ao registro, com base em jurisprudência para rejeição de candidaturas de pessoas vinculadas a facções criminosas mesmo sem sentença penal condenatória transitada em julgado.No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o recurso foi protocolado em 23 de setembro de 2026. Após distribuição, o processo aguarda análise e julgamento do relator, o ministro Floriano de Azevedo Marques.Se a instância máxima da Justiça Eleitoral der provimento ao recurso ordinário do MPE, o registro de candidatura será indeferido retroativamente. A decisão provocaria perda do mandato obtido nas urnas.Anteriormente, Ney Santos foi condenado por formação de quadrilha e ficou dois anos preso por roubo a banco. “Após sua saída do sistema prisional, os órgãos policiais e o Ministério Público continuaram a receber recorrentemente informações e notícias de que Claudinei é membro do PCC e que sua fortuna é constituída essencialmente de dinheiro proveniente do tráfico de drogas”, apontou a promotoria.