Ladrões mascarados roubam vinhos avaliados em US$ 5 milhões na Itália
Ladrões mascarados invadiram um armazém em Cortona, na Itália, e levaram cerca de 30 mil garrafas de vinho da prestigiada vinícola Marchesi Antinori, avaliadas em mais de US$ 5 milhões (equivalente a cerca de R$ 25 milhões), no que a empresa afirma que pode ser um dos maiores roubos de vinho já registrados.
Os ladrões desativaram o sistema de alarme para realizar o roubo ousado, ocorrido no fim de semana passado, mas a ação só foi descoberta na segunda-feira (5), quando os funcionários chegaram para preparar os vinhos para exportação, disse o CEO da Antinori, Renzo Cotarella, à CNN na sexta-feira (9).
Todos os vinhos roubados eram da safra de 2023 e incluíam alguns dos rótulos mais cobiçados da vinícola, com preços de varejo internacional variando entre 150 e 500 euros (equivalente a cerca de R$ 840 e R$ 2.800).
“Solaia, Guado al Tasso e Tignanello são os nossos vinhos mais icônicos”, afirmou Cotarella, descrevendo-os como exemplos que definem a categoria dos famosos vinhos tintos “Super Toscanos” da região.
A produção anual do Solaia gira entre 60 mil e 70 mil garrafas, e os ladrões levaram cerca de 10 mil delas.
Nenhuma prisão foi efetuada até o momento. A polícia de Cortona informou que está realizando uma ampla operação de busca, mas não quis dizer se acredita que os dois caminhões usados no roubo do vinho ainda estejam na Itália.
Um dos maiores roubos de vinho já registrados
“Dada a dimensão do roubo, tanto em termos do número de garrafas levadas quanto de seu valor de mercado estimado, o incidente pode figurar entre os maiores roubos de vinho já registrados”, afirmou a Marchesi Antinori em um comunicado.
“A investigação pelas autoridades competentes está em andamento, assim como as avaliações necessárias para determinar a extensão exata do roubo”, adicionou.
Cotarella disse que a empresa recomenda fortemente aos consumidores que não comprem esses vinhos de vendedores desconhecidos e que denunciem caso algum deles apareça no mercado.
Como o produto estava no armazém aguardando expedição, já estava encaixotado e embalado, o que facilitou a ação dos ladrões.
Essa ação ocorre na sequência de uma série de outros furtos de vinho. No mês passado, 3.000 garrafas de Barolo, avaliadas em cerca de 400 mil euros (equivalente a cerca de R$ 2,2 milhões), foram roubadas da vinícola Conterno Fantino, no Piemonte. Não se sabe se os roubos estão relacionados.
A Marchesi Antinori foi fundada em 1385 e é atualmente administrada pela 26ª geração da família. A empresa exporta para 170 países e registra um faturamento anual de cerca de 265 milhões de euros (equivalente a cerca de R$ 1,4 bilhão).
Cotarella disse acreditar que o vinho será encontrado. “Dois caminhões não podem simplesmente desaparecer. Mantenho sempre o otimismo”, afirmou.