Maior índice de candidatos à reeleição ameaça renovação do Senado
As eleições para o Senado foram alçadas ao centro da disputa política. A renovação de até dois terços da Casa Alta é vista como o principal meio para que a oposição passe a controlar a pauta e leve à votação a abertura de processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No entanto, a continuidade de senadores que disputam mais oito anos de mandato ameaça a renovação das 54 cadeiras: o pleito de 2026 repete o cenário das eleições de 2018 com 32 candidatos à reeleição, o maior índice de recandidaturas ao Senado desde 2002.
Em julho, a previsão do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) era de que até 35 senadores disputariam as eleições de 2026, mas o processo de registro das chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou 32 nomes. Em todo o país, 315 candidatos disputam as vagas, sendo que 10% das candidaturas são de senadores em exercício que tentam a reeleição.
Entre os senadores candidatos à reeleição estão caciques como Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Jaques Wagner (PT-BA) e Cid Gomes (PSB-CE).
Renovação das vagas no Senado ultrapassa 80% nas últimas eleições
Nas eleições de 2018 e de 2022, o índice de renovação do Senado ultrapassou 80% e, se o indicador for mantido em outubro, a tendência é que a Casa Alta tenha pelo menos 43 novos senadores. Com a eleição presidencial de Jair Bolsonaro (PL) em 2018, a direita conservadora iniciou o movimento para passar a ocupar a maior parte das cadeiras do Senado. Atualmente, o PL tem 15 senadores e também é o partido com mais candidatos no país, com 33 nomes.
Em 2018, o grupo político elegeu o filho “01” do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - hoje candidato à Presidência da República - mas foi em 2022 que a direita conservadora assumiu o protagonismo no Senado. Há quatro anos foram eleitos nomes como Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogério Marinho (PL-RN), Jorge Seif (PL-SC), Sérgio Moro (PL-PR), Tereza Cristina (PP-MS), Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), Damares Alves (Republicanos-DF) e Magno Malta (PL-ES).
Números históricos das eleições ao Senado
2026
2022
2018
Ainda conforme o estudo do Diap, as eleições de 1994, 1998 e 2014 tiveram os menores índices de recandidaturas com 37,03%. Por outro lado, o pleito de 2002 teve o maior índice desde a redemocratização com 61,11%, mas sem o mesmo percentual de renovação das cadeiras registrado nas eleições de 2018.
2002
Quem são os senadores que disputam a eleição deste ano
Acre
Alagoas
Amapá
Amazonas
Bahia
Ceará
Distrito Federal
Espírito Santo
Goiás
Maranhão
Mato Grosso
Mato Grosso do Sul
Minas Gerais
Pará
Paraíba
Pernambuco
Piauí
Rio de Janeiro
Rio Grande do Norte
Roraima
Santa Catarina
Sergipe
Tocantins