Transtorno de escoriação: o que é, quais são as causas e tratamentos

26 de Set de 2026 - 08:30
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Transtorno de escoriação: o que é, quais são as causas e tratamentos

Também chamado de dermatilomania ou skin picking, o transtorno de escoriação é uma condição mental que faz com que uma pessoa cutuque, arranhe, ou esprema a própria pele, causando lesões e machucados. O mau hábito vira distúrbio quando isso acontece impulsivamente, de forma sistemática, causando danos ao indivíduo, que não consegue parar com a escoriação.

O alvo do skin picking pode ser a pele saudável, ou pequenas imperfeições como espinhas, manchas, calos e marcas de feridas. A questão é que, mesmo nesses casos, a escoriação não ocorre por preocupações estéticas: o impulso acaba se tornando quase automático, inconsciente, sem que a pessoa acometida perceba que está se machucando até ser tarde demais.

Entenda melhor o transtorno.

Causas e sintomas

Não há uma causa única para o transtorno de escoriação, e costuma ser difícil determinar quais fatores são mais determinantes para ele se desenvolver. De origem multifatorial, ele pode ser desencadeado por disfunções neuroquímicas, mudanças hormonais, questões genéticas, fatores psicológicos e ambientais.

Fatores psicológicos e ambientais também influenciam. O transtorno frequentemente está associado à ansiedade e, nesse caso, as escoriações podem ser uma forma de aliviar a tensão. Ele é enquadrado dentro dos transtornos obsessivos-compulsivos (TOC) e com frequência responde a gatilhos emocionais.

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Se a causa nem sempre é evidente, os sintomas são mais fáceis de delimitar. As lesões frequentes na pele são o principal sinal associado ao transtorno. As regiões mais comuns são o rosto, braços e mãos, mas os locais das lesões e os padrões de comportamento variam com o tempo e são diferentes para cada paciente.

Alguns têm um lugar específico para a escoriação, outros têm múltiplos focos com lesões. Os rituais variam: alguns cutucam uma crosta em particular, ou espremem a pele de forma específica, entre outros hábitos. Outros comportamentos repetitivos também podem estar associados ao transtorno de escoriação, como a onicofagia (hábito compulsivo de roer as unhas) e a tricotilomania (mania de arrancar o próprio cabelo).

Em casos mais graves, os machucados podem se transformar em cicatrizes, infecções, sangramentos e sepse. Algumas pessoas passam a evitar situações sociais por ter vergonha de suas marcas na pele ou de não conseguirem controlar seu comportamento.

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Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico de dermatilomania é feito por um médico psiquiatra. Mesmo quando atrelado a problemas emocionais – como ansiedade e depressão – uma pessoa com transtorno de escoriação não tem a intenção de se ferir. A impulsividade do hábito é um critério a ser levado em conta na hora da diferenciação do problema.

Os principais critérios observados para o diagnóstico é se o paciente tem o hábito de beliscar a pele, se há a tentativa de parar com o hábito autolesivo, se existe ou não a intenção de se machucar e se o comportamento foi desencadeado por alguma condição clínica, mental, ou uso de substâncias.

Com o diagnóstico em mãos, o médico irá avaliar a melhor abordagem para o tratamento de cada paciente. A forma mais comum de tratar o transtorno de escoriação é com uma combinação de medicações e de estratégias comportamentais. Os remédios utilizados tratam da parte neuroquímica da doença, podendo ser antipsicóticos, ansiolíticos, ou antidepressivos e devem ser analisados caso a caso. Não existe medicamento específico para o transtorno.

Já no âmbito psicológico, a terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma abordagem muito utilizada por suas técnicas de reversão de hábito. Também pode ser necessário acompanhamento dermatológico para tratar lesões e cicatrizes na pele.

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