Marcão, do Fluminense, explica por que Nonato bateu pênalti antes de Hulk e Lucho

22 de Out de 2026 - 00:20
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Marcão, do Fluminense, explica por que Nonato bateu pênalti antes de Hulk e Lucho

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Palmeiras 0 (5) x (3) 1 Fluminense | Melhores momentos | Semifinal | Conmebol Libertadores 2026

O deu adeus à Libertadores nas semifinais do torneio. Derrotado no jogo de ida no Maracanã, . A única cobrança desperdiçada foi de Nonato, que bateu antes de Hulk. O técnico tricolor explicou a decisão.



— Ele treinou bem e estava confiante. Isso aconteceu. Hulk seria o quinto. Faz parte. Nonato estava bem na partida, foi um dos melhores em campo. Total confiança nossa. Infelizmente não fez o gol. Faz parte — explicou.

Carlos Miguel defende cobrança de pênalti de Nonato, do Fluminense

Além de não cobrar sua penalidade, Hulk também teve atuação ruim na partida em São Paulo. Questionado sobre o desempenho do camisa 7, Marcão explicou que se tratava de uma estratégia baseada na defesa palmeirense:

— Numa fase mais defensiva, ele buscar a bola mais baixo. Num terço final, atacar os espaços. Sobre os zagueiros do Palmeiras, eles caçam muito. A estratégia era o Hulk atacar esse espaço por dentro — completou.

Marcão - Palmeiras x Fluminense - Libertadores 2026 — Foto: Jean Carniel

Veja outras respostas de Marcão:

Foi um erro Wesley Natã atuar tão pouco?

— Se você analisar o jogo todo, os atacantes trabalharam demais e por isso evitamos algumas ações do Palmeiras. É lógico que agora é fácil analisar. Entrou, já era um plano nosso de Savarino e Canobbio produzirem, de correr atrás de lateral. Isso foi a marca da nossa equipe. Não sei se o Wesley ainda está pronto para fazer isso durante os 90 minutos. A estratégia era colocar ele e o Serna em algum momento pra acontecer isso. Foi uma mudança pensada, colocamos Samuel, o menino. Pegou a defesa deles mais cansada e produziu o que tinha que produzir, tanto no Maracanã quanto aqui. Foi muito feliz. É um menino que está em evolução, e é a hora dele de somar mais minutos vai chegar.

— A gente tem que ver que jogamos no Allianz contra uma equipe do Palmeiras que é muito forte física e mentalmente, e a gente tinha que trocar com eles até certo momento. A gente estendeu ao máximo o tempo dos jogadores grandes, que estão acostumados com jogos grandes, para, no final, arriscar da forma que a gente arriscou. Trazer o Wesley e o Samuel para ajudar, jogar junto dele... Estava pensando em colocar um segundo atacante para ajudar o Hulk, e aí o Paulo abaixou, e a gente teve que fazer um outro movimento com o Luciano. Mas o Paulo tem uma leitura muito grande do jogo, talvez imperceptível para quem não está de dentro. Ele ajusta a pressão, organiza os movimentos, é um cara que, quando a gente está numa primeira fase, consegue achar os espaços.

— Para jogar aqui da maneira que a gente jogou, disputamos os dois jogos da maneira que planejamos, em relação a empurrar a equipe do Palmeiras para trás. Para isso, a gente precisava desses jogadores que entendem o jogo, que organizam o jogo. A gente fez o que podia e estendeu até onde podia e, na hora de arriscar, a gente arriscou. E foi uma grande vitória. Nem todo mundo consegue uma vitória aqui. A gente tem que dar os parabéns aos nossos jogadores. A gente lamenta o jogo do Rio de Janeiro, porque, se o resultado fosse outro, seria o melhor jogo do campeonato. A gente jogou praticamente três tempos muito melhores que o Palmeiras em termos de futebol. No final do jogo, a comissão do Palmeiras estava pedindo para acabar, para ir para os pênaltis. Claro que a gente está muito triste, mas eu tenho que dar os parabéns para a minha equipe, que foi brilhante hoje à noite.

Mental para o restante da temporada:

— Eles terminaram o jogo; lógico que está todo mundo muito triste agora, ficou muito perto. Tudo o que foi combinado, do jogo passado para cá, que nos deu uma esperança. Nosso torcedor foi brilhante esse período todo. Mesmo no jogo do Brasileiro do fim de semana. Fazer o que eles fizeram aqui, teve gente que veio de fora, Inglaterra, Estados Unidos, cada um do seu estado. 18 horas para estar aqui e incentivar esses caras. Lá em cima, tudo cheio; cantaram o tempo todo. A gente fica muito triste pela nossa família, por eles, mas pelo nosso torcedor também, que veio, abraçou e acreditou nos 90 minutos que poderiam realmente fazer a gente conseguir a vitória, como conseguiu, mas, lógico, não foi o suficiente. Meu torcedor está de parabéns. O mental, a gente fala nisso, acabou aqui, chegou amanhã, sexta-feira a gente vira a chave de novo, foco no Brasileiro. Estamos em situação em que temos que pontuar para a gente, no ano que vem, de novo estar aqui.

— Difícil falar sobre missão cumprida. Queríamos muito terminar isso no dia 28 de novembro, como tínhamos planejado, mas é lógico que do outro lado tinha uma grande equipe, que vem (chega na final) diversas vezes. A gente fala que para ganhar uma Libertadores tem que vir ano após ano. Fico feliz por um lado porque assumi com muita responsabilidade tudo isso. Naquele momento (de assumir), foram dois grandes jogos, depois passamos de fase. Agora também, enfrentando grandes treinadores que já estão acostumados a esse tipo de competição. Em pouco tempo, dar a identidade que nosso torcedor gosta, que eu gosto e no meio de uma situação que já estava em andamento. Eu tenho maior orgulho de falar para os meus jogadores o quanto eles jogaram bola, o quanto eles jogam futebol. A realização de um trabalho em tão pouco tempo, é de uma satisfação que você não tem ideia. Jogo contra o Palmeiras, que vieram com uma linha de cinco, de quatro, um, três zagueiros, no Maracanã. Pensei que pudessem jogar diferente por não terem saídos satisfeitos, mas jogaram da mesma forma por respeito aos meus jogadores. Por tudo o que eles produziram no Maracanã. Só tenho que dar parabéns aos jogadores por ter um time corajoso, jogando bola, e isso com Fábio com 46 anos, Thiago Silva, 42, Hulk, 40... Equilibrar nossa equipe do jeito que fizemos, isso é muito difícil, mas ficamos orgulhosos por conta do grupo, com mescla de experiência e jovens. Uma pena porque queria terminar isso mais a frente, mas estamos orgulhos. E deixar meu recado ao torcedor de que estamos tristes, mas felicidade por terem abraçado os jogadores nesse período tão importante.

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