Selena Gomez revela vício em nicotina e sequelas causadas pelo uso de vapes
Selena Gomez voltou a ser assunto nos últimos dias após abrir o jogo, em uma postagem nas redes sociais no final de semana, sobre seu vício em nicotina. Usuária de vape, a atriz e cantora de 34 anos decidiu responder a comentários a respeito de mudanças que os fãs perceberam em sua voz. E admitiu: “não vou conseguir mudar minha voz [para o som anterior]“, disse.
Em seu Instagram, Gomes não apenas lamentou as sequelas que considera permanentes em sua fala, mas também reconheceu a dificuldade em abandonar o cigarro eletrônico. “Não vale a pena” usar vape, ela alertou, enfatizando que “é muito difícil largar” a nicotina.
Entenda melhor como o vape pode ter alterado a voz de Selena Gomez e que outros perigos esses dispositivos trazem à saúde.
Por que o vape pode deixar sequelas na voz
Apesar da propaganda que promete um produto mais seguro do que o cigarro convencional, em função da ausência da fumaça típica, o vape também produz inflamações na garganta e nas cordas vocais. A simples inalação dos vapores aquecidos no dispositivo é suficiente para desidratar as mucosas pelo caminho, produzindo uma irritação.
Mas não é só o calor que gera problemas capazes de modificar a voz: as substâncias presentes nas essências utilizadas nos vapes, como o propilenoglicol e a glicerina vegetal, podem levar a uma inflamação química na laringe, algo que se manifesta em sintomas como tosse crônica e mudanças no tom de voz.
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Esses sintomas podem ser pontuais e passageiros, mas tendem a se tornar permanentes devido ao caráter altamente viciante da nicotina. Com a dependência e um uso crônico, a inflamação também se torna uma constante na vida dos usuários, gerando impactos que podem se revelar irreversíveis com o tempo.
O nível de uso do cigarro eletrônico e fatores individuais de saúde influenciam na duração necessária até que esses impactos se tornem permanentes, e essa sequela pode variar muito de pessoa para pessoa.
Outros perigos do vape à saúde
O vape é associado a outros perigos de saúde no longo prazo. A inflamação que ocorre na garganta também se manifesta nos pulmões e, em casos extremos leva à EVALI, sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao cigarro eletrônico, síndrome aguda e potencialmente fatal.
Além de gerar dependência, a nicotina também pode alterar o funcionamento e a formação cerebral, especialmente em usuários jovens, que ainda estão em etapas críticas do desenvolvimento neurológico. Em indivíduos com menos de 25 anos, público-alvo desse mercado que conquista adolescentes brasileiros mesmo com o vape sendo proibido no país, isso pode levar a dificuldades de concentração e alterações de humor.
A nicotina e outros compostos presentes nas essências também podem levar a consequências na saúde cardiovascular, com impactos severos quanto mais intenso e duradouro for o uso do vape.