Flávio amplia exigências para abrir sigilos e cobra dados de aliados de Lula

21 de Out de 2026 - 23:30
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Flávio amplia exigências para abrir sigilos e cobra dados de aliados de Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou as exigências para abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico na noite desta quarta-feira (21), depois que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aceitou as condições apresentadas inicialmente pelo candidato do PL.

Na nova lista, com 19 pedidos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio detalhou cobranças sobre empresas ligadas aos filhos de Lula, contatos do governo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas citadas em investigações sobre fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A primeira rodada de exigências incluía a divulgação de informações do Instituto Lula, de seu diretor, Paulo Okamotto, do ex-chefe de gabinete presidencial Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e dos gastos do cartão corporativo da Presidência, incluindo despesas da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Flávio também cobrava registros de visitantes do Palácio do Alvorada.

Na tarde de quarta-feira, o coordenador da campanha petista, Camilo Santana (PT-CE), afirmou que Lula não se opunha às condições apresentadas pelo adversário e que formalizaria a resposta no TSE na quinta-feira (22), às 11h.

Horas depois, Flávio divulgou uma lista ampliada, com pedidos mais específicos sobre registros de visitas, reuniões, voos e empresas.

As 19 exigências apresentadas ao TSE

A lista protocolada por Flávio reúne os seguintes pedidos:

Lula prometeu formalizar resposta

A disputa começou no debate presidencial da TV Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir os próprios sigilos.

Na terça-feira (20), a defesa do presidente protocolou no TSE uma autorização para divulgar dados bancários, fiscais e telefônicos de Lula, Janja e dos cinco filhos, condicionada à adoção de medida equivalente pelo adversário.

Flávio afirmou aceitar a abertura de seus próprios sigilos referentes aos últimos 20 anos, além dos dados de familiares e de empresas das quais é sócio ou administrador. A petição também pede que Lula se manifeste sobre as condições adicionais.

A campanha petista afirmou que o presidente aceita as exigências, mas a formalização da resposta ainda estava prevista para quinta-feira (22).