Mbappé pede desculpas por chamar Mao de ditador após perder contratos na China
Empresas da China estão rompendo contratos de publicidade com Kylian Mbappé, um dos melhores jogadores de futebol da atualidade, porque o craque francês chamou Mao Tsé-Tung, um dos tiranos mais sanguinários do século XX, de... ditador.
O atleta cedeu à pressão chinesa e pediu desculpas pela declaração. “Meu comentário foi imprudente, e agora compreendo que ele feriu muitas pessoas na China e em comunidades chinesas ao redor do mundo”, disse Mbappé em comunicado.
“Peço desculpas a todos que se sentiram magoados com as minhas palavras. Essa, de forma alguma, foi a minha intenção. Tenho profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, e lamento sinceramente o ocorrido”, afirmou.
Segundo informações da agência Associated Press, a fabricante de bebidas Dongpeng, a gigante de laticínios Mengniu e a produtora de queijos Milkground anunciaram nesta terça-feira (27), por meio de comunicados com teor semelhante, o encerramento dos contratos com Mbappé, alegando oposição a “quaisquer palavras ou ações que firam o sentimento nacional”.
A rede social chinesa RedNote não está admitindo novos seguidores na conta de Mbappé na plataforma. A empresa tinha até o final de 2024 uma parceria de conteúdo com o jogador do Real Madrid e agora disse que providenciará a “remoção de materiais promocionais relacionados” e que se opõe a “qualquer conduta que fira o sentimento nacional”.
A emissora estatal chinesa CCTV também suspendeu as transmissões da liga espanhola de futebol e de quaisquer partidas com participação de Mbappé.
Em uma entrevista recente, Mbappé havia sido perguntado sobre qual seria seu meme favorito envolvendo o próprio jogador. “Um vídeo que alguém fez de um sujeito... acho que era um ditador chinês”, respondeu o atleta, fazendo referência a uma montagem em que seu rosto foi colocado numa imagem de Mao Tsé-Tung.
O jogador é frequentemente alvo de piadas e memes chamando-o de ditador, supostamente por entrar em atrito com outros craques e pedir a saída deles dos times onde atua, como de Neymar, de quem foi companheiro de equipe no Paris Saint-Germain.
Em resposta a uma pergunta sobre o assunto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que “palavras e ações que firam os sentimentos do povo chinês encontrarão, naturalmente, oposição conjunta de todos os setores da sociedade chinesa”.